Já não sinto nada, amor, para além da tua falta. Já nada nem
ninguém, amor, me obriga a não esquecer a tua falta.
ninguém, amor, me obriga a não esquecer a tua falta.
E tu, sem pressa, percorres em sossego todas as ruas, todas
as cidades, todas as palavras sem monção alojada nos teus olhos,
como eu amor, demolida por dentro, à tua beira quebrando
interiormente, disfarçada de qualquer coisa para que de mim
não sobre nada.
