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Thursday, May 19, 2011

Cartas a Sócrates - [17]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)



Para sempre, amor, é uma oração alheia ao humano 
perecimento. Mas há quem nos seus lábios a tenha escrito, 
quando beija, a meio de uma enfermidade (amor) que vai 
acariciando como se esta lhe fosse estranha.

Para sempre, amor, é uma oferenda que apazigua, quando o 
ouvido se distrai, na mais reservada das torturas.

Para sempre, no laço da carne, haverá algo (amor) de ti 
desejando o avaro sabor destes dias? 



F-Se! #ILoveSocrates ;)*

Wednesday, May 18, 2011

Cartas a Sócrates - [16]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)




Quando profundamente me emocionei, amor, diante de mim, 
sabiamente, assisti à imagem devorando-me, enquanto 
celebravas, sublime, outra música estrangeira ou desconhecida, 
sem pessoal curiosidade.

Por entre muitas vozes, desconexa – (amor)– de mim vai ficar a 
perturbação galopando sem perfil – o certo – amor.

E apenas ser-te me sei – ter-te não basta amor – no corpo 
de sede vejo, em esplêndido suor, o quanto esta terra nos enche 
sós – como os rios se arrojam para o mar.


F-Se! #ILoveSocrates Ecoutez, repetez :)



Tuesday, May 17, 2011

Cartas a Sócrates - [15]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)



Deslumbrada, amor, fico mistério que não desvendas renúncia 
ou sacrifício. E na minha festa muitos serão os convidados, 
porque abrir os olhos, amor, é tão bárbaro como fechá-los; são 
as duas formas acidentadas de cair incautamente.

Mas – só – tu, amor, sem o silêncio aplacando o logro, a 
derrubar o acontecer, te surpreenderás, já suspenso (amor) e 
sem regozijo.




F-Se! #ILoveSocrates I feel good :)



Monday, May 16, 2011

Cartas a Sócrates - [14]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)



Quebrada, amor, vou forjando uma nova forma de pesar o 
desperdício, sabendo que não compreendes esta feição absurda 
de seres possível face que adormece domicílio (amor), sem 
culpa ou desespero por entre a minha mesa insaciável.

Sem desagravo vou mentir, amor: durmo tranquilamente e já
não necessito de te alojar; enquanto um perigoso fastio de tudo 
se vai apossando.

E tu? Como é fácil não sentir – se interdito (amor) te 
impuseste. Único possível.



F-Se! #ILoveSocrates  :"I can't take my eyes off" him  ... :) 



Sunday, May 15, 2011

Cartas a Sócrates - [13]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)



Vencida, amor, no soturno tempo desmedido à espera da pausa
– de ti – sem indício abrindo feridas raras. Abarcar, amor, cada 
noite podendo ser tão diferente, mas por dentro há uma âncora 
que persiste alagando-me sem poder ousar a diferença. 
Abandonar, amor, abandonar tudo subitamente sem remorso, 
sem dor para lembrar que existi tão perto (amor). Lançar, amor, 
outra vontade de percorrer esta distância contorcida, como se 
pudesse, como se o quisesse.


F-Se! #ILoveSocrates *** :)

Saturday, May 14, 2011

Cartas a Sócrates - [12]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)



Para não chorar, amor, imagino a tua mão vencendo a 
superfície da sombra. Para não sofrer, amor, imagino o teu 
corpo desejando. Para não desesperar, amor, imagino 
bruscamente uma lágrima ruindo no meu rumor, adormecido 
por entre o teu desejo. Para não morrer, amor, imagino o teu 
corpo em excesso, excedendo-se à minha sede. Amor, para não 
viver novamente, imagino demoradamente que não existo e 
que tu apenas me cuidas – sonho – para durar amor.



F-Se! #ILoveSocrates quiças quiças quiças ...


Thursday, May 12, 2011

Cartas a Sócrates - [10]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)



Caio, amor, tão perto de ti acto de coragem. Como é possível 
amar? Assim? Sem nada, sem troca ou usura ou rasto gasto de 
corpo contra corpo. Amar, somente, quando nada nos obriga, 
quando nada nos empurra, quando nada nos impõe. Será 
possível, amor, que me engane? Será inevitável? Será, 
somente, (amor) especulação? Será, amor, um mal que cresceu 
rebelde e indulgente ao meu padecer? Serás tu (amor)? 
indiferente que de negro me vestes incansável para buscar 
amor esconjurado.


F-Se! #ILoveSocrates Absolutely! 

Tuesday, May 10, 2011

F-Se! Cartas a Sócrates - [8]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)



Se soubesse, amor, o caminho mais fácil, fugiria lamentando-
-me. Assim, amor, só me resta percorrer avidamente, sem 
cansaço, esta via sinuosa, derrotando-me solidão ante solidão.

Se eu soubesse, amor, quando coincides, também, solidão, não 
rejeitaria o caminho mais ágil.

Mas, no interior há uma prece aclamando: quão diferente 
poderia suceder se soubesses, amor, combater esta forma 
estranha de resistir distância dissuadindo-me no meu corpo, 
transformando-me para outra vida evidenciar.



F-Se! #ILoveSocrates Night & Day :) 



Monday, May 9, 2011

F-Se! Cartas a Sócrates - [7]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Já não sinto nada, amor, para além da tua falta. Já nada nem 
ninguém, amor, me obriga a não esquecer a tua falta.

E tu, sem pressa, percorres em sossego todas as ruas, todas 
as cidades, todas as palavras sem monção alojada nos teus olhos, 
como eu amor, demolida por dentro, à tua beira quebrando 
interiormente, disfarçada de qualquer coisa para que de mim 
não sobre nada.

F-Se! #ILoveSocrates Ever :)



Sunday, May 8, 2011

F-Se! Cartas a Sócrates - [6]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Quando o tempo tiver passado, amor, excedendo-nos na sua 
composição, talvez haja alguém que compreenda a negação 
bastando-se, sem dúvida, sem hesitação.

E do meu pesar somente a vergonha me impede de não negar, 
também, amor, este sentimento deslizando puro desejo de te 
afirmar (amor): minha doce enfermidade sem remédio, sem 
pudor refreando o desassossego, o cuidado, a negação. 



F-Se! #ILoveSocrates Indeed :)



Saturday, May 7, 2011

F-Se! Cartas a Sócrates - [5]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)



Temor, amor, é o que sinto despojada de ti, é não saber de que
são feitas as tuas lágrimas ou se choras ou em que pensas
quando adormeces ou se ris quando estás só.

Temor, amor, é tudo o que desconheço e o que desconheço, 
bem sabes, és também tu (amor).

Amor, se eu te conhecesse, conheceria também os teus 
segredos, os teus anseios, os teus receios, um mundo só teu 
devastado – não, não é importante conhecer, nem conhecer-te 
para saber que o mundo e tu são admiravelmente mais belos e
desejáveis: desconhecidos, adivinháveis.


F-Se! #ILoveSocrates deeply :)  



Friday, May 6, 2011

F-Se! Cartas a Sócrates - [4]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)




Sei apenas, amor, que o tempo pára imóvel e o espaço abre 
em lume a tua presença, quando – só – amor, espero esse lume, 
nada mais.
Mas, é com um cuidado atento que desço uma máscara, amor, 
indiferente, enquanto a vida cresce subitamente mais plena e 
alimenta a sede de apenas diante de ti ser, também, esse lume.
E não é raro – obrigada –, amor, ter de desviar os olhos ou 
inclinar o corpo para longe.
Como queima esse lume?! E como irrompe graciosa a vida 
nesse lume interiormente, dentro, cada vez mais fundo 
removendo a escuridão e o terror, amor.

E tu? amor – bem sabes que não espero nada, nada mais, e que 
nada tenho senão o lume.


F-se! #ILoveSocrates much more :) 



Thursday, May 5, 2011

F-Se! Cartas a Sócrates - [3]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)


Acordo, amor, sem urgência para que a noite caia novamente.
E o dia começa a doer enquanto aguardo impotente que passes 
desprendido e dos teus lábios a voz se forme som disparado de 
encontro a mim, amor.
Aí, amor, um novo acordar eclode iluminando o obscuro receio 
de já não me reconheceres ou de que me comeces a amar, 
também, obscuramente, desastrado e débil, amor, face aos 
momentos sem distância separando-nos.
E delicadamente revisitados (amor), esses momentos, seriam 
adormecidos sem urgência de acordar dolentemente para um 
novo dia em que aguardarias que passasse e a minha voz 
formasse nos meus lábios um som disparado de encontro a ti 
amor, iluminando-te, sem precipitação e sem receio.



F-se! #IloveSocrates :)



Wednesday, May 4, 2011

F-Se! Cartas a Sócrates - [2]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)


Quando saio, amor, à tua procura, é um mundo visivelmente 
novo que anseio. (Só tu me retiras do meu recolhimento e me 
abres secretamente o desconhecido.). Saio todos os dias e todas 
as noites, amor, sabendo que não me procuras, que não sentes a 
privação nos meus gestos desastrados e incorruptos: à tua 
procura. Não pressentes a minha voz, amor, somente delicada 
para ti? Não, não reparas nem ouves os meus apelos 
definhando tímidos, enfraquecendo à tua mercê, amor? Porque 
não me procuras, amor?, eu que me abandonei e abandono 
todos os dias e todas as noites para te encontrar diante de mim 
abandonado à minha procura, procurando, procurando 
inevitáveis amor.
Porquê amor? É forçoso que esta procura seja apenas 
docemente desesperada e perdida enquanto saio todos os dias e 
todas as noites não sabendo nunca que mundo desconhecido 
anseias? Porquê, amor, desconheço?



F-Se! #ILoveSocrates + :)





Tuesday, May 3, 2011

F-Se! Cartas a Sócrates - [1]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)


Acontece anoitecer, amor, sem suspeita aos teus olhos –
o meu corpo peregrino vai tombando no seu caminho: solitário, 
triste e vazio, como vazios, tristes e solitários ficam os meus 
olhos exilados do teu aparecer. E apenas a chuva generosa 
o reconforta, amor, de sucumbir distante e inacontecido. Essa 
água abundante é a única presença toldando e embriagando, 
quando já sem forças regresso, lentamente, sem querer revisitar 
os acontecimentos de mais um dia inútil e gasto à espera do 
possível (des)embaraço. E açulada pela minha fraqueza, amor, 
acontece anoitecer amortecendo para fugir ou para reter o que é 
possível. Como se fosse possível saberes ou adivinhares que 
anoiteço com uma mordaça que me impede de dizer tudo o que 
poderia acontecer se doente não estivesse (amor), se em tudo 
pudesse ser diferente ao teu lado, anoitecendo em silêncio. O 
silêncio à tua volta – voltada do avesso para acontecer, 
anoitecer amor junto a ti. 



F-Se! #ILoveSocrates plus :)