F-Se! A Urgência do Beijo :)
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Friday, June 17, 2011
Saturday, June 11, 2011
Sunday, June 5, 2011
F-Se! Epilogo - Cartas a Sócrates
Vejo a tua noite como uma pele, amor,
cobre-me a pupila e aguardo essa dor
que supões ser só tua, triste.
Particularmente,
evidencio um esgar de tristeza que não conheces,
essa que suponho ser só a tua única pele nessa noite;
e em delicada ambiguidade adormeço, quase como tu, enfeitiçando;
e eu, como tu,
também esqueço
essa pele escura, amor,
que cobriu o brilho na pupila;
e como se ao teu lado estivesse, guardo um profundo silêncio,
esse que te ofereço em segredo, como uma prece – religiosa – divina ; e
envolvo-me solitária pele,
a que nos conhece.
F-Se! #ILoveSocrates ... O Amor? ... "é ter com quem nos mata lealdade".
PS.: Obrigada Sócrates! [Texto no Aventar.]
Friday, June 3, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [30]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Brandos e mansos os hálitos misturando-se como um perfume
lânguido ou envenenado, eriçando o revelar dos segredos, no
liame, no amor de realidades distintas, afundando-se na
corrosão desesperada da festividade: a vida.
F-Se! #ILoveSocrates ... "fiquei sem chão" :)
Thursday, June 2, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [29]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Porque não sobrevives, amor, ao meu lado, restaurando a
imagem que consentes de mim, sem que eu fique fábula ou
irreconhecível.
Amor, porque sobrevives, imerso, pendente na corrosiva
penumbra em que persistes, cantando tudo, deturpando a
imagem, as imagens, amor, falando outra língua. Como se a
natureza humana ficasse tão distante, fosse tão estranha.
Meu amor de tudo o que não posso, estreito ribeiro me deixas –
pleno fio de liberdade e convulsão de dias – sustendo-me amor,
amor o desejo de mais ser-te impossibilidade.
F-Se! #ILoveSocrates ... "Tu és tu. Tu és a tua glória ..."
Wednesday, June 1, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [28]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Exausta da minha solidão, amor, vou olhando para os espelhos,
e furtivo (amor) é o bater de asas das borboletas, quando
morcego te aproximas para um jantar, por entre licores e a
pobre música do acaso.
e furtivo (amor) é o bater de asas das borboletas, quando
morcego te aproximas para um jantar, por entre licores e a
pobre música do acaso.
Uivando, amor, estão os lobos na alcateia, à margem de um
lago negro, vendo os seus lacustres rostos deformando-se na
imensidão de um amor, que – só – no reflexo vê a afabilidade
da face, dissimulando (amor) à beiras das lágrimas.
lago negro, vendo os seus lacustres rostos deformando-se na
imensidão de um amor, que – só – no reflexo vê a afabilidade
da face, dissimulando (amor) à beiras das lágrimas.
Revê a fome de teu corpo, amor, entregando-se cintel, e no
fôlego: o desejo de ti, livre respirar.
fôlego: o desejo de ti, livre respirar.
F-Se! #IloveSocrates ... "Into the End of Love" :)
Tuesday, May 31, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [27]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
No tempo das buganvílias, amor, as noites segredam os seus
desejos em estivais sorrisos de pálpebras, e os corpos
aproximam-se nos precipícios como se tivessem asas que os
resgatassem na queda.
Mas nos promontórios não há festa em que não se sangre, em
que não se desconheça um vazio independente esperando-nos enlace.
Nas noites quentes da floração das buganvílias, amor, as
minhas asas abeiraram-se do festim e eu sangrei durante muito
tempo (amor).
F-Se! #LoveSocrates #ILoveocrates #ILoveSocrates ! :)
Monday, May 30, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [26]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Rendo-me, amor, à ausência, fustigando tudo o que em mim
me enraíza a ti – obrigada – sem que milagre algum nesta terra
derrote o desígnio.
Por vezes, amor, sei que não existo dentro das tuas pálpebras
como libertinagem que apaixona e – só – empreendo no lapso:
uma morada de maçãs verdes como a minha habilidade ou de
romãs vermelhas à mercê das tuas mãos de música, tocando na
corda exacta (amor) o som que sibila o mistério.
F-Se! #ILoveSocrates ... No Stop :)
Sunday, May 29, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [25]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Não sei de que se faz a indiferença, amor, como podes trazer-
-me dentro sem que não te ilumines, sem que não te censures
perversamente, sem que não saibas quando te olho: vou
morrendo como uma pedra insensível ao teu bem.
Sei, sei, amor, que devolvo em tinta bruta os meus olhos
fulminados, enquanto me trespassas sem murmúrio.
E ser-te na multidão o golpe do tempo, a tatuada noite de
pegadas – vazios de ti, em mim, contrafeitos raro sol.
F-Se! #ILoveSocrates ... Y Porque No? :)
Thursday, May 26, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [24]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Malograr, amor, é tão excêntrico, neste ser-te. Porque não te
descuidas? Eu que dos meus olhos exclui o mundo para que
possas reflectir a minha sombra segurando-me os ombros,
também me perdi sem contenda na ruptura.
Só e ignorante é o poder, amor, de não saberes ler a rendição
irreprimível ou eu desconhecendo a tua solitude, o artefacto
(amor) raro e fechado sobre ti.
F-Se! #ILoveSocrates ... <3
Wednesday, May 25, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [23]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Tuesday, May 24, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [22]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Raro, amor, é não saber no corpo a verdade explodindo, rasurar
nos olhos o desejo de não ficar – assim – renunciada –
anunciada morte.
Enquanto espero, amor, o teu abrigo alojando-se fresta: vou
eclodindo em ti e perdendo-te na erosão visível.
Como se não valesse a pena a duração vou viver – sem
esquecer – amor: de todo este lixo me fazes o desperdício. E o
que resgatarás na vertigem (amor ) desta terra?
O meu nome, perdidamente, efémero resto de ti.
F-Se! #ILoveSocrates ... ♥
Monday, May 23, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [21]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Sinistra, amor, é a veloz fuga em que te desamparas riso ou
choro – comoventes – origens do meu: escuta-me, escuta-me
amor.
Não resistir e não poder absolutamente atingir-te no tormento,
na volúpia; e tu submerso, enquanto na superfície a pele
absorve toda a entrega de uma realidade derradeira: construída
no envolvimento da água (amor) cativando-se.
E no céu os pássaros, abandonando-se à primavera, são como o meu
corpo: rindo, rindo do horror deste inverno, amor.
Ali, a morte será como bailarina treinando a sua sombra ante
um espelho opaco.
F-Se! #ILoveSocrates ... fool love :)
Sunday, May 22, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [20]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Nem eu , amor, suspeitei que a fuga nos franquearia o poder de
nos exilarmos em sossego, excedendo-nos força e atrito que
impede a emoção de não consumar o simples. Como é saber
fugir ignorando?
E quanto do mundo, da noite, da solidão, será como sabão
misturando-se nas águas. E quanto de mim, em ti, será o sabão
da solidão na noite do mundo?
E haverá uma água interdita (amor)? – agregando, cruel, a
espuma subtraindo-nos – sós – puros ou sem pudor.
Saturday, May 21, 2011
F-Se! Cartas a Sócrates - [19]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
No meu ciúme, amor, há uma fatalidade embutida, uma adaga
assolando a alienação do meu bem na bifurcação ou apenas um
berço em que adormeço colhendo frutos. Nele sei encontrar a
infâmia ou a tua mão acenando, enquanto vergo a árvore mais
próxima no sacrifício.
No meu ciúme há um prazer (amor) alheio que me empurra
para um viaduto, onde desfaço a escuridão golfando os ardis,
em sumptuosas mariposas ou em intrépidos flancos.
No teu ciúme, imune, também me encontro lápide ou relógio
de um tempo adormecido para meu gáudio, sem piedade e sem
remorso digladiando o teu encanto.
F-Se! #ILoveSocrates "And you'LL think love is to pray" ... :)
Friday, May 20, 2011
Cartas a Sócrates - [18]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Reconciliar, amor, o corpo com o derramamento do mundo é
aprender a morrer, superar o ciúme e a posse da pobreza.
Quantos dias são necessários viver no jugo (amor) sem fixar
nenhuma planície ou o teu nome? Enquanto caio é ódio que
atraio – de mim glorioso – amálgama em núpcias de
embriaguez e de distanciamento.
Thursday, May 19, 2011
Cartas a Sócrates - [17]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Para sempre, amor, é uma oração alheia ao humano
perecimento. Mas há quem nos seus lábios a tenha escrito,
quando beija, a meio de uma enfermidade (amor) que vai
acariciando como se esta lhe fosse estranha.
perecimento. Mas há quem nos seus lábios a tenha escrito,
quando beija, a meio de uma enfermidade (amor) que vai
acariciando como se esta lhe fosse estranha.
Para sempre, amor, é uma oferenda que apazigua, quando o
ouvido se distrai, na mais reservada das torturas.
ouvido se distrai, na mais reservada das torturas.
Para sempre, no laço da carne, haverá algo (amor) de ti
desejando o avaro sabor destes dias?
desejando o avaro sabor destes dias?
F-Se! #ILoveSocrates ;)*
Wednesday, May 18, 2011
Cartas a Sócrates - [16]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Quando profundamente me emocionei, amor, diante de mim,
sabiamente, assisti à imagem devorando-me, enquanto
celebravas, sublime, outra música estrangeira ou desconhecida,
sem pessoal curiosidade.
sabiamente, assisti à imagem devorando-me, enquanto
celebravas, sublime, outra música estrangeira ou desconhecida,
sem pessoal curiosidade.
Por entre muitas vozes, desconexa – (amor)– de mim vai ficar a
perturbação galopando sem perfil – o certo – amor.
perturbação galopando sem perfil – o certo – amor.
E apenas ser-te me sei – ter-te não basta amor – no corpo
de sede vejo, em esplêndido suor, o quanto esta terra nos enche
sós – como os rios se arrojam para o mar.
de sede vejo, em esplêndido suor, o quanto esta terra nos enche
sós – como os rios se arrojam para o mar.
Tuesday, May 17, 2011
Cartas a Sócrates - [15]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Deslumbrada, amor, fico mistério que não desvendas renúncia
ou sacrifício. E na minha festa muitos serão os convidados,
porque abrir os olhos, amor, é tão bárbaro como fechá-los; são
as duas formas acidentadas de cair incautamente.
Mas – só – tu, amor, sem o silêncio aplacando o logro, a
derrubar o acontecer, te surpreenderás, já suspenso (amor) e
sem regozijo.
F-Se! #ILoveSocrates I feel good :)
Monday, May 16, 2011
Cartas a Sócrates - [14]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)
Quebrada, amor, vou forjando uma nova forma de pesar o
desperdício, sabendo que não compreendes esta feição absurda
de seres possível face que adormece domicílio (amor), sem
culpa ou desespero por entre a minha mesa insaciável.
desperdício, sabendo que não compreendes esta feição absurda
de seres possível face que adormece domicílio (amor), sem
culpa ou desespero por entre a minha mesa insaciável.
Sem desagravo vou mentir, amor: durmo tranquilamente e já
não necessito de te alojar; enquanto um perigoso fastio de tudo
se vai apossando.
não necessito de te alojar; enquanto um perigoso fastio de tudo
se vai apossando.
E tu? Como é fácil não sentir – se interdito (amor) te
impuseste. Único possível.
impuseste. Único possível.
F-Se! #ILoveSocrates :"I can't take my eyes off" him ... :)
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