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Monday, March 14, 2011

F-Se! Japão, Num Flashback: um Tremor de Morte Y Devastação.

[Clica na Imagem para acederes ao Vídeo]
Copy-Paste Ao BoingBoing



Fora de contexto, as imagens dos barcos à deriva nas ruas da cidade parecem poesia, o inesperado, o mundo revirado, a lógica y a sucessão das coisas rodopiando até encontrarem novamente o seu lugar, como se fosse possível um regresso ao lugar fixo em que guardamos a percepção garantida das coisas. Mas quando voltamos a olhar - da "poesia" da transição y o movimento de uma percepção a outra - uma compacta mortalha já não nos deixa adivinhar onde está o que antes viramos intacto y perfeito. 

F-Se! Os Humanos têm - também - como condição o serem Propriedade Da Natureza.

Tuesday, March 8, 2011

F-Se! A Mentalidade Animal De Miguel Sousa Tavares A Promover Um Portugal a Ração Animal! Não! Portugal Não é Animal! Portugal Aboliu a Pena de Morte Há 143 Anos! Não Implementou o Extermínio Sofisticado (Sem Sangue) de Humanos a Câmaras de Gás. Os Contribuintes Alemães Que Pensem Bem Onde Está A Dimensão Animal Portuguesa! Essa É a Chamada de Atenção De Portugal!


Transcrevo, uma vez mais, um comentário que deixei num Post no Facebook ... Visionando o Vídeo, nem me disponho a uma revisão de texto. Limito-me a fazer justiça ao dicionário. 

*****


É por mentalidades ANIMAIS como esta de curveniência GROTESCA ... que apresenta - DESAVERGONHADAMENTE - o argumento da abjecta sofisticação Nórdica (Alemã Y afins) puras mitologias nos imaginários mundiais, y, que não passam de uma engenhosa/manhosa Manobra de Marketing para o embasbacamento fácil ... como razão de Afundamento do País! Caso - imaginem - se não nos ajustarmos ao tal padrão expectante de sofisticação de encomenda Y de pacote.*

É contra estas Mentalidades ANIMAIS, que assumem por completo o Papel de ANIMAIS, no seu complexo Animal. Pois, de facto, o Povo Alemão Y Nórdico, quando pensa num Português Categoriza-o no Plano ANIMAL ( Y Não de IGUAL!) que este MSTavares ANIMAL aceita ser ... NÓS - Gente de AGORA! NÃO! Não vamos Vestir a Fatiota de ANIMAIS ... Para que Os ALEMÃES - os contribuintes Alemães - nos emprestem DINHEIRO como se se tratasse de RAÇÃO ANIMAL!


O JEL tem Razão ---- a Rua É CENÁRIO! O PAPEL DO País ANIMAL - a ser tratado a RAÇÃO ANIMAL Alemã tem de ser eliminado como Mitologia no Imaginário: Alemão, Nórdico, Mundial, Y Na cabeça ANIMAL desta Geração que Fede a Curveniência!

Estas MENTES ANIMAIS não Fazem HONRA às NOSSAS LEIS! Fomos os PRIMEIROS NO MUNDO A ABOLIR A PENA DE MORTE Y A PRISÃO PERPÉTUA! NÃO SOMOS ASSASSINOS DE FORNOS DE GAS! NÃO TEMOS UMA HERANÇA DE MORTE SELECTIVA DE RAÇÃO ANIMAL! Sim! COMERCIALIZAMOS GENTE PRETA! POVOAMOS O MUNDO DE PRETOS Y FIZEMOS DINHEIRO Y FORTUNA - MAS NÃO MATÁMOS!**
ESTA DEVE SER A NOSSA BANDEIRA TAMBÉM PARA O MUNDO!
PORTUGAL É VIDA! RESPEITEM-NOS!


F-Se! & PS.: Curveniência é 1 palavra que Inventei há uns 11/12 anos ... defini, no meu dicionário privado, como o Acto de nos curvarmos em vista a um Favor Futuro.
Vale.

Adenda: *Se o Kant escreveu a Metafísica dos Costumes (Uma Ética que só assenta y se ajusta a Santos). Portugal Aboliu a Pena de Morte (Uma Lei que se ajusta Y assenta a Humanos Y à sua Condição)! Fez disso o tal Princípio Categórico de Kant que todos nós temos o Dever de honrar y o Dever de Legar como Princípio Categórico à futura geração. (As conclusões a tirar ficam ao critério de cada um face à sua tomada de Posição de Adoptar: uma Postura Animal - à la Miguel Sousa Tavares, de ajuste aos Padrão alemão - Ou à Portuguesa -  de na falta de Imaginação face ao Presente Y ao Futuro, pois que Honre o Passado.)

** Matámos: no sentido de Extermínio.

PS.: O Miguel Sousa Tavares se  tivesse Lido Thomas Bernhard, Extinção, História de uma Derrocada, teria Vergonha de Editar os Textos-Livros que escreve Y maior vergonha teria de se apresentar desavergonhadamente como escritor. Só BURRO é que o reconhece como tal Y o elogia. (Sim. Se a não utilização desta palavra - BURRO - está interdita ao Professor na Sala de Aula, a partir dos 18 anos é exactamente essa a palavra que merecem os que se extasiam como leitores do Miguel Sousa Tavares. Justiça de Dicionário sempre. É! Y aqui ninguém trabalha para o Expresso! Somos Livres de chamar as coisas pelos Nomes.)   

Tuesday, February 22, 2011

F-Se! Visionar o Vídeo Do Correio da Manhã: Um Dever de Solidariedade ( Humana Y Cívica) Para Com A Menina Que Assistiu Ao Abate do Pai.




Transcrevo apenas o Meu Comentário a um Post de "Funes, el Memorioso" que, tal como o personagem do Jorge Luís Borges, não sabe pensar, apesar de apregoar no "intróito" a ávida Natureza Humana como incapaz de se coibir de  promover o Humano, quando isso implica não facturar Y o Estado não servir o bem comum dos seus Cidadão que assim ficam implacavelmente à mercê da avidez do mercado. Tudo isto traduzido em gíria da ERC. 

O Meu Comment:

«exibidas as imagens "cruéis, desumanas e chocantes "»

É a Humanidade! O Potencial Humano que cada um carrega consigo. Y o amigo não está isento de assim 1 dia se expressar ... " Estamos começados, não estamos acabados" 

Concordo plenamente com a exibição do Vídeo. É assim que as tragédias se vão passando ... emergem do tosco, da não-acção encenada, cai sobre nós em BRUTO.

O pieguísmo contagioso de embonecar a vida de jardim do Edem é seguramente mais nocivo Y pernicioso do que a exibição - pura Y dura - sem mediações ( narrativas de enquadramento, como apelou aqui no post ).
Ressalvo: é triste a menina não poder apagar o que viu. Fazer o exercício de solidariedade com ela Impõem-se a todos. Pois, como lhe disse ninguém nasceu Santo, nascemos humanos Y transportamos em nós um potencial explosivo, Y o dia de amanhã não está garantido. Assistir a estas imagem - neste exercício de solidariedade com esta menina - é o mínimo que podemos fazer. Y tal, como ela, ( que carregará o pesado fado de assistir ao abate do Pai ... Pensarmos - em situações de igual tensão que vivemos que muitas vezes é melhor suspender as nossas ânsias y inventar uma forma alternativa a colocar o conflito como protagonista de desfechos de Vida.

PS.: Lastimo que tenha adjectivado um Indivíduo de 62 anos de VELHOTE! É sintomático de que a sua reflexão não passa de uma exuberante vaidade no culto de uma santidade humana que de todo não faz parte da condição humana. Mas há muitos humanos que por vaidade y apego ao umbigo não se controlam no seu culto. Y depois pensam de forma precária. 
62 anos é um homem em plena MATURIDADE! Não seja lastimoso. -

F-se! Não reparou o tal "Funes, o memorioso" (o tal, personagem do Jorge Luís Borges que não sabe pensar, não é capaz de pensar) que por exemplo no Correio da Manhã nem uma única vez o nome da menina é nomeado. Podemos ler: menina, neta, filha, filhota; mas o nome da menina, neta, filha, filhota que viu abater o Pai não aparece. Escolheu mal o exemplo para Ilustrar a sua teoria, o senhor Funes. Chocante, como fez questão de reiterar em todo o Post  é o que escreveu. Y o que escreveu nem é banalidade. É imbecilidade vaidosa ao limite do intolerável.

F-Se! Sim. Vejam o Vídeo Outra vez depois de ler este Post, a menina, neta, filha, filhota vai tê-lo dentro dela a vida Inteira. Sejam Solidários Y que a vida não nos precipite para episódios-fragmento destas combustões de vida.

Sunday, February 13, 2011

F-Se! Quando Morrem Não Vão Para o Paraíso, Vão Cumprir outros Sonhos. Uma Viagem Ao Purgatório dos Navios, Esses Gigantes Oceânicos.


























Edward Burtynsky





(...) Sometimes I wandered across the road, into the crowded shantytown where the workers lived, a place with shacks built of wood and ship's paneling, some on stilts over a malarial marsh that bordered the beach. There were no latrines at Alang, in part because few of the men would have used them. They preferred simply to relieve themselves in nearby bushes, as they had in the farming hamlets from which they came. But of course Alang was much larger than a hamlet, and as a result the air there was filled with fecal odors, which mixed with the waves of smoke and industrial dust to permeate the settlement with a potent stench. People got used to it, as they did to the mosquitoes, and the flies. Discomfort was an accepted part of living in Alang, as was disease. Thousands of workers who were sick, injured, or unemployed lingered in the shantytown during the day, lying on scavenged linoleum floors by open doorways, or sitting outside in the thin shade of the walls. There were almost no wives or children. As in other migrant camps, drunkenness, prostitution, and violence were never far away. (...)


F-Se! Fazem parte dos meus olhos os Navios vivos. de vida dura e de morte sem ventura Oceânica.

Saturday, January 8, 2011

F-Se! Quando o Exercício de uma Profissão se Consuma em Metáfora do Acto Que se Destaca na Própria Morte. Carlos Castro vai para a Secção M do Complexo K-M



Vão-se avolumando, no emaranhado mediático, os exemplos de casos paradigma do Complexo K-M. 
Uma vez mais, Y, agora, mais do que o resto do mundo, neste caso particular do Carlos Castro, Portugal-Dimensão-Mediática está face ao entorno do que caracteriza o que o Javier Marías avançou por Complexo K-M,  no seu romance "O Teu Rosto Amanhã". O Ricardo Santos Pinto, no Aventar, deixa a derradeira interrogação que subjaz à exploração exemplar do tema no romance-trilogia: "Quantos não dariam a vida para ter uma morte assim?"  A questão ultrapassa a ironia ou o mau gosto. Ela é paradigma da construção da Imagem que ao longo da vida teimamos construir, ajustamos, sacrificamos, forçamos, forjamos, desesperamos versus a derradeira imagem com que todos os outros ficam da nossa própria morte. Imagem da qual já não nos é dado o privilégio de sermos os actores derradeiros, activos, agentes actuantes, nem sequer de espectadores. Mas ela prevalece espelhando ou derramando tudo o que faltava verter. Ela apanha-nos sempre  de surpresa, y nós não saberemos. Seremos os únicos a não testemunhar, mas o testemunho. Y muitas vezes, isso, essa derradeira imagem é a metáfora, culmina em metáfora, Heróica ou Grotesca. Podendo não ter nada - em absoluto - a ver connosco próprios ou ter tudo a ver. Mas é ela - a imagem derradeira que de nós ficará - que colará em consistência de remate final todas as outras imagens que laboramos, com temeroso zelo ou deixamos fluir com desprendido desprezo. 

F-Se! Sim. O Renato Seabra (independentemente de tudo) vai precisar também da nossa Solidariedade, de Portugueses. Que fique à consciência de cada um. Que as leituras de Dostoiévski tenham deixado um lastro para a reflexão y não para a precipitação. 

Monday, December 20, 2010

F-Se! O Que Vale Uma Moeda! O Que Vale O Amor A Uma Moeda! Os Sacrifícios Ao Eros - Euro!

Assistimos sentados ao nosso futuro. 
De nó na garganta nas ruas, de uma Grécia, andam - Y nós sabemos que o são - gente como nós. Ruborizados pela raiva que os acossa no prato sobre a mesa não hesitam; já não lhes é possível hesitar na resposta de arremesso. Y nós? Pálidos, já não esboçamos como nossa dúvida o prato acossado sobre a mesa. Quando quiserem de nós Tudo, entregaremos Tudo? Como os homens derrotados se sabiam entregues como fortuna de Outros, noutros tempos? Até que ponto - agora empalidecidos - vamos suportar entregar? Quem vamos deixar entregar? Enquanto isso, o Eros - Euro é prioridade máxima, como que em boca de donzela estonteada  está a salvação do seu Amor moribundo.  


F-Se! Força Grécia! Não Sejam a Moeda de Troca dos Eros alheios. 

Wednesday, December 1, 2010

F-Se! Just Human Landscape

Tourists



Love and Kisses



F-Se! Mais. Y mais. Y mais. Y mais. Somos Turistas da Vida. 

Friday, October 29, 2010

F-Se! O 1º Filme: 1 Documentário. Facing Genocide - Khieu Samphan and Pol Pot. Ou O Outro Lado do S-21 Killing Machine. Y Sempre existe 1 Maquilhado de Karl Marx a Colocar a Carunchosa Notinha de rodapé: Propaganda Americana.

Há dias de "sorte". Ir ao cinema ver um filme, como se as pequenas fortunas Y conquistas se acumulassem também em frames. Já com a predisposição de me sujeitar a um certo encanto de ver algo em língua estranha, apenas deixado fluir a imagem, deixá-la aplacar-me com a sua delicadeza ou bruteza ... deixar que o sentido, o contexto semântico se eclipse. Afinal, se pensarmos bem - Y - com uma certa honestidade, pouco acabamos por perceber deste mundo Y das coisas dele.  Mas pequenos incidentes  ditaram o inesperado.

No programa constavam 5 filmes, todos diferentes, distribuídos por 5 salas Y sem existirem sessões coincidentes y nas horas mais in-usuais de um Tuga ir ao cinema. A última sessão estava escalonada para as 20:30.  Mas às 18:45 um Cartaz a preto Y branco Anunciava: "Facing a Genocide". Era isso! Um Documentário. Tendo falhado o doclisboa2010 só podia escolher 1 Documentário para inaugurar as minhas idas ao cinema em terra estranha.  Nesse espaço de cinefilia, o pulmão está no espaço restaurante-bar. Foi lá que aguardei pela hora. Porque a Bilheteira só funciona pouco antes das sessões, Y se não fossem os cartazes nem se adivinhava  que ali existiam 5 salas de cinema. Tomei chá circundada por 1 grupo de Srªs nos seus 70 y mais alguns, com 1 curioso ar de virgens-lésbicas.  Chegada a hora: a bilheteira y a Pergunta: em que idioma é o documentário? Apontaram-me para um homem na Maturidade, irrepreensivelmente urbano no seu cuidado de talhe intelectual.  Ele respondeu-me: "Francês y também cambodjano, as legendas na minha língua, não em inglês". Depois do meu Ok, inevitavelmente, precipitei-me na minha apologia do doclisboa, como o grande festival do documentário que eu tinha falhado. Este documentário seria uma purgação... etc. etc. Sim. Pensava que o Sr. na Maturidade era o Programador daquele espaço. Mas... não. Só no final do Doc. que por avaria técnica teve de passar a versão legendada em Inglês - ó que sorte a minha! - fiquei a saber que ele era o realizador. Os únicos naquela sala meia-cheia/ meia-vazia que tinham visto o S-21 The Killing Machine.




S-21 The Killing Machine 1/10



Os únicos - Eu Y o Realizador - que sabíamos (tínhamos a obrigação de o destacar) que "Facing a Genocide" Y o seu conteúdo não poderia ser arrumado como Propaganda Americana, que o Campo de Concentração S-21 não era uma encenação, uma coreografia de tortura Y morte.  Como Sueco que era o Realizador Sueco condescendeu na teoria da Propaganda Americana, anuindo que muitas mortes Y mal sobrevieram ao Povo Cambojano pela mão dos Americanos. Mas, eu não. Depois de ter visto S-21 The Killing Machine ficou-me a obrigação de silenciar todo Y qualquer contemporâneo - na sua quase perfeita máscara imaculada y cuidada ao infinito de Karl Marx - que puxa da sua Arma de perpetuação de idiotização maciça "Propaganda Americana". É! Ali um Sr. de estética Karl Marx resolveu abrilhantar a sessão com a sua estada no Cambodja, país que dizia conhecer de perto Y que informando toda a sala - este assunto: S-21 à sua população pouco ou nada diz ou disso se faz eco. Y que - segundo o Sr. Karl Marx Séc. 21, isto não é mais do que uma instrumentalização da propaganda Americana. Ó como eu nasci talhada com o dom Y talento Y arte y magnânimo sentido de criação-industrialização de inimigos.  40 anos a falar português dá-nos uma projecção de timbre que um duplo microfone não tem a potência.  Assim, ainda que num Inglês coxo o Sr. Karl Marx Séc. 21 nem teve oportunidade de se derreter naquela paposa lenga-lenga da Santidade dos Regimes que professaram os ideais Y que agora são travestidos com difamações - as tais propagandas das Américas ... etc. .
S-21 Existiu. É um facto. S-21 foi uma engenhosa máquina de Tortura Y Morte. S-21é um dos múltiplos exemplos da complexidade maligna da condição humana; do mal, do dano eclodir, inexplicavelmente, porque é mandatado. Quem executa, quem o consuma, até vai ao limite inimaginável de se apaixonar, de se endossar de alma a uma circunstância que apenas era suposto ser um factor mecânico Y sentimentalmente asséptico. 
Ó!, o demónio da Propaganda Americana a dar destaque a uma ocorrência da história recente do Cambodja que os próprios não ligam. É! Pois. Sr. Karl Marx tem razão! Tem mesmo muita Razão. Os Cambodjanos não dão destaque, nem disso fazem grande eco por duas razões: a primeira é 1 clássico da condição humana: o esquecer para continuar seguindo, aí o silêncio Y o tempo são o antídoto da malignidade; o 2º os milhares de Cambodjanos vítimas  do S-21 estão MORTOS. Sim. Muito a humanidade fala em fantasmas ... Sr. Karl Marx Séc. 21 da Propaganda Americana. Mas os fantasmas dos S-21 não falam... por isso, quiçá também tanto silêncio no Cambodja sobre o assunto. 

O Documentario Facing a Genocide - Khieu Samphan and Pol Pot 


F-Se! A Minha Colecção de inimigos cresce de vento-em-popa ... O denominador-comum da minha estada em qualquer parte ... S-21 Propaganda Americana?!! Isso é que não! Isso é que não. Coloquem na Árvore de Natal das Quimeras - Srs Karl Marx - outros fantasmas. Aliás. Imagino que o próprio Karl Marx ficaria horrorizado com estas barbaridades de corroboração forçada das suas teorias (a batota velhaca dos discursos em tornos do purgar das atrocidades, negando-as, teimando a sua negação. Como se assim elas nunca tivessem existido). 

Thursday, October 21, 2010

F-Se! Duende 31 & Duende 30 & Duende 37 & Duende 13 & Duende 20 & Duende 36.

31


Assim, um dia, viajei para norte
por ímpares estradas, sob o míssil doirado
diversamente chamado sol ou lua,
saber da tua sorte; vim dar
a esta superfície sem desenho
onde a terra e os gelos se misturam
e o silêncio é perfeito e permanente.
Fizeste, do teu rosto, um muro alto,
são dentes os teus dedos, fino seixo
o coração pequeno e ocupado,
e transformaste a língua num bocado
de areia fria misturado ao lixo.
E ainda assim persisto, porque sei
que por amor nos basta o que te tenho.


30


Já a luz se apagou do chão do mundo,
deixei de ser mortal a noite inteira;
ofensa grave a minha, que tentei
misturar-me aos duendes na floresta.
De máscara perfeita, e corpo ausente,
a todos enganei, e ninguém nunca
saberia que ainda permaneço
deste lado do tempo onde sou gente.
Não fora o gesto humano de querer-te
como quem, tendo sede, vê na água
o reflexo da mão que a oferece,
seria folha de árvore ou sério gnomo
absorto no silêncio de uma rima
onde a morte cessasse para sempre.

37

Já te abandono, e reconheço ao mundo
que te inventei um dia por brinquedo.
De não te conhecer fiz o sentido
que em memória nenhuma se contém;
deixei que fossem falsas as palavras
e que feitas de chamas me adornassem,
tradicionais, as pernas do pavão.
Sinto-me bem agora, um pouco triste
de te saber contente a uma esquina
qualquer, do antigo mundo humano;
medo, talvez, te foi de bom conselho.
Grandes nomes que dei ao que senti,
soantes rimas em que amei, te deixo
para que ninguém saiba o que menti.

13 


Como posso eu amar-te, se nem sei
como à porta te chamam os vizinhos,
nem visitei a rua onde nasceste,
nem a tua memória confessei.
Que vaga rima me permite agora
desenhar-te de rosto e corpo inteiro
se só na tua pele é verdadeiro
o lume que na língua se demora...
Não deixes que te enganem os recados
na infernal gazeta publicados
que te dão já por escultura minha;
nocturno frankenstein, em vão soprei
trompas de criação, e foste tu
quem me criou a mim quando quiseste.

20

Quero ser eu, um dia, aquela voz
que te faz ficar mudo e transparente
ainda quando diz os tolos versos
em que o amor se diz habitualmente.
Quero ter eu, desse modelo, os seios
e a cor da pele, e a sílica volúpia
e tão longos cabelos que te seja
mais fácil agarar-me pela nuca.
Cremoso como iogurte, e doce ao tacto
todo serei anúncio, mas servido
ao íntimo canal do teu ouvido.
Nem sei em que moeda me destroque
que pague o privilégio de em mim só
seres certo tu, e tudo o mais fingido.



36


Talvez agora, por divertimento,
me esmagues a cabeça contra um muro,
ou antes, por ser grande a minha ofensa,
com um pé nu me quebres a garganta.
É bem melhor assim, do que o rasgão
irregular e rombo das navalhas,
ou o silvo cortante das palavras
vibrando no ar frio como uma foice;
dá para ver a fina tatuagem
de uma cobra em redor do tornozelo,
ou admirar, em última mensagem,
a distinção da voz que me anoitece.
Antes assim que de cortês figura
a meio me cortares por desmazelo.





F-Se! O Poeta: "Ainda dura?" Y ouviu: "Dura." Y a reacção do Poeta: "Nunca vi nada assim, ...";  A duração & Adoração devem ter mais qualquer uma afinidade que não só a sonoplástica ...

PS.: Os Poemas-Sonetos são do Poeta que eu digo que é melhor do que todos os outros, juntos.

PS.2: Agradeço a aos Autores dos Blogs a postagem dos poemas que me pouparam o dedilhar: Quetzal; a raiz do tempo; trabalhar cansa 09; nEscritas ; O Bairro do Amor .


Saturday, October 16, 2010

F-Se! Adiar a Urgência: Olhos Pelos Olhos.


Hindi Zahra "Kiss & thrills"




When your touch brings
Tears and thrills
When your kiss smells like love
When your touch brings
Tears and thrills
When your kiss smells like love
In your heart
In your heart
In your heart
Keep it
In the dark
Ib the dark
Ib the dark
I can dind no peace
And I know how to please you
But not this time
I need to see you
When silence comes to the night
And when love is deep and tight
Oh I neek to see you
When Silence comes to the night
And wgen love I deep
In your heart
In your heart
In your heart
Keep it
In the dark
In the dark
In the dark
You’re moving under my skin slowly
Who’s gonna love you like I do
Who’s donna kiss you like I do
Baby
In your heart
In your heart
In your heart
Keek it
In the dark
In the dark
In the dark
Who’s gonna love you like I do
Wh’s gonna kiss you like I do
Laurie Lipton: "To Show You The Crazy Things I Do To  Myself Voluntary" 
("The Knitter of Bones", 28"x39", work in progress)


F-Se! Y Depois?!!  ... Ilharga é aquele sítio propício aos mais extravagantes, só aos mais extravagantes. Os demais não se aguentam de si para si, por muito que se regurgitem de pastiche em pastiche, terão sempre a graciosidade da mula no seu cintel. ... " Who's"?

Friday, October 15, 2010

F-Se! Os Oportunistas Não Cedem No Lucro! É! Esta É Uma Crise Que Excluí - Em Absoluto -: Que Quem Investe Possa Lucrar Menos. O LUCRO É INTOCÁVEL. É a INVARIANTE desta Crise.

L'Homme Parle – La crise



F-Se! Pudessem Todas As Tragédias Que Recaem Sob a Condição Humana Atingir Somente O LUCRO, Haveria Menos Estúpidos Y Vassalos da Estupidez Y Incitadores Profissionais da Estupidez Y Beatos da Estupidez Y Agarrados Da Estupidez A Povoar Este Planeta.

PS.: A Cançoneta é só para atenuar o Azedume que fica de tanto conviver em proximidade - impossível de rasurar ou evitar - com a Estupidez. A Proximidade é uma dimensão altamente perigosa; é uma dimensão humanamente PERIGOSA. É! Não te Aproximes demasiado ... de nada. 

Sunday, September 26, 2010

F-Se! Uma 6ª Despedida (que não o é despedida), apenas uma coincidência com o que o Olhar procura Esbarrar, quando anda Ávido de mais Mundo. O Paradigma Dino Valls - Entrando pelo Olhar.





















F-Se! “Te recuerdo que la pelvis femenina, entendida como puerta, es tanto de entrada como de salida, dependiendo de la dirección que lleves” Dino Valls. ...  "Por mí se va a la ciudad doliente, / por mí se va al eterno dolor, / por mí se va tras la perdida gente. / La justicia mueve a mi alto hacedor…" Dante  in Lilo Mor, Op. Cit.


PS.: Apenas Colocámos os últimos trabalhos de Dino Valls.