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Thursday, June 30, 2011

FUNERAL DE ANGÉLICO VIEIRA


As portas da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Laranjeiro, estão abertas. Às 11.30 realiza-se a missa e o funeral é às 14.00.
Centenas de admiradores e amigos já passaram pela Igreja para se despedirem de Angélico. De acordo com a TVI, os pais do cantor/actor estão acompanhados de um tio dentro da capela mortuária com cerca de 20 familiares. Rita Pereira, ex-namorada de Angélico, está a chegar ao local.
Os fãs de Angélico podem entrar na capela mortuária, mas passam a cerca de dois metros do caixão onde se encontra o corpo de Angélico - está vestido de branco e com um chapéu. Quase todos assinam à saída o livro de condolências.
Às 11h30 será realizada uma missa reservada unicamente à família. Segue-se depois o cortejo fúnebre para o cemitério do Feijó, às 14.00, onde o corpo de Angélico será cremado.

Tuesday, June 28, 2011

MORREU ANGÉLICO VIEIRA

Angélico Vieira está em morte cerebral no Hospital de Santo António, onde esteve internado três dias após um violento acidente no sábado. Segundo apurou a TVI, o corpo já não regista qualquer actividade cerebral, situação que é irreversível.

Contactada pela tvi24.pt, fonte hospitalar afirmou apenas que «o óbito não foi declarado».

O antigo vocalista dos D'ZRT, de 28 anos, sofreu um traumatismo crânio-encefálico muito grave na sequência de um acidente de viação, no passado sábado. Ainda nesse dia foi submetido a uma intervenção cirúrgica durante cinco horas, e depois ligado a um sistema de suporte de vida.

Ao saber-se que o seu estado de saúde tinha piorado, no Hospital de Santo António houve choro e alguns gritos, segundo descreve o repórter da TVI no local.

Fonte TVI

NUM DOS ÚLTIMOS TRABALHOS EM TELEVISÃO, «ESPÍRITO INDOMÁVEL»

Monday, June 27, 2011

BERNARDO BAIRRÃO ABANDONA ADMINISTRAÇÃO DA TVI

Bernardo Bairrão renunciou ao cargo de administrador da Media Capital, informa a empresa em comunicado à CMVM. O anúncio surge um dia depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter afirmado, no seu habitual comentário na TVI, que Bernardo Bairrão vai assumir o cargo de secretário de Estado da Administração Interna.

Saturday, June 25, 2011

ANGÉLICO VIEIRA EM ESTADO GRAVE APÓS ACIDENTE FATAL

QUEM ERA PARA TI ANGÉLICO VIEIRA? DEIXA O TEU COMENTÁRIO EM:

http://centroparoquialgondar.blogspot.com/2011/06/quem-era-para-ti-angelico-vieira-deixa.html











O cantor e actor Angélico Vieira (Sandro Milton Vieira Angélico- 28 anos) teve este sábado de madrugada um acidente na A1, avança a edição online do «Correio da Manhã». A notícia foi confirmada por fonte próxima do cantor. Angélico está internado no Hospital Santo António, no Porto, assim como outro passageiro que seguia no veículo acidentado. O jornal avança ainda que um dos passageiros morreu: foi cuspido do banco traseiro e atropelado por um automóvel que vinha atrás; e um quarto elemento sofreu ferimentos ligeiros. Ao que se conseguiu apurar junto de fonte hospitalar, o actor foi submetido a uma operação cirúrgica de urgência. Segundo o «CM», o cantor dos D`Zrt despistou-se ao quilómetro 254, perto da saída para Estarreja no sentido Porto-Lisboa. Angélico ia participar este sábado à tarde, por volta das 17h, no programa da TVI Morangomania, altura em que iria apresentar o seu novo single, na Praia de Santo Amaro de Oeiras, cujo emissão contaria com a apresentação de Rita Pereira (ex-namorada de Angélico) e Cifrão, colega dos D´Zrt. Rita Pereira encontra-se com a mãe de Angélico, no hospital de Santo António, no Porto.










Segundo as autoridades, Angélico Vieira tinha hemorragias resultantes de lesões graves no tórax e nos pulmões e a pressão arterial a baixar, com prognóstico muito reservado, quando foi levado numa ambulância para o Hospital de Santo António.

O único ferido ligeiro, Hugo Mendonça Pinto, disse que saltou uma roda do automóvel em andamento e que o cantor e actor de 28 anos só teve tempo para gritar "segurem-se!" antes de a viatura guinar, embater no talude e dar algumas cambalhotas.

Além do único morto confirmado, Hélio Filipe, foi também cuspida do automóvel Armanda Monteiro Leite. igualmente levada para o Hospital de Santo António.

Angélico Vieira vinha do Porto para Lisboa, onde iria apresentar este sábado o seu novo disco.

Fonte: CM

"Estive com ele a jantar na Póvoa de Varzim até cerca das 22 horas", afirmou o homem pedindo o anonimato. "Sou eu que lhe vendo os carros e como não tinha como se deslocar decidi emprestar-lhe o carro", justificou. Ainda de acordo com a mesma fonte, Angélico teria estado dois dias "em repouso", na Póvoa do Varzim.

Fonte: JN

Saturday, June 18, 2011

JOSÉ FRAGOSO NA TVI


José Fragoso abandonou a RTP e exercerá, a partir do dia 1 de Julho, funções de coordenação nas áreas de informação e programas da TVI, avança a empresa em comunicado. Fragoso apresentou esta sexta-feira a demissão do cargo de director de programas da RTP, indicou fonte oficial da empresa pública à agência Lusa. «O director de programas da RTP, José Fragoso, apresentou hoje a demissão da empresa. A RTP agradece ao José Fragoso a forma exemplar como desempenhou o trabalho na empresa desde que foi convidado para regressar à RTP, no início de 2008 e deseja-lhe as maiores felicidades pessoais», diz nota enviada pela estação pública. Para novo director de programas da RTP foi escolhido Hugo Andrade, responsável pela RTP Memória. Nos termos da lei o nome de Hugo Andrade será agora comunicado à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), indica a RTP. José Fragoso abandona o cargo que ocupava na estação pública desde 2008. O profissional, que foi um dos fundadores da TSF e já esteve na SIC, já tinha integrado em 2001 a equipa de Emídio Rangel na direcção da RTP. Posteriormente regressou à TSF, onde foi director, tendo depois iniciado funções como responsável de programas da RTP.

Tuesday, June 7, 2011

Saturday, June 4, 2011

ACTRIZ SÓNIA BRAZÃO CORRE RISCO DE VIDA


A violenta explosão no apartamento Sónia Brazão, em Algés, deixou-a com queimaduras muito graves em todo o corpo, incluindo vias respiratórias. De acordo com os bombeiros, a actriz estava consciente quando recebeu os primeiros socorros, mas o hospital de São José, em Lisboa, avança que o «prognóstico é reservado».

O apartamento da actriz ficou completamente destruído, tal como a casa ao lado da sua, no mesmo andar.

A explosão aconteceu às cinco da tarde e os bombeiros do Dafundo chegaram de imediato ao local. Foram apoiados pelo INEM.

A ferida grave do incidente é Sónia Brazão. A actriz ficou com queimaduras de primeiro grau e segundo grau. A ferida ligeira é vizinha do prédio ao lado que foi atingida por um estilhaço de vidro. Quem mora junto ao prédio diz que mais parecia uma guerra.

A rua ficou coberta pelos destroços do prédio. Os carros que ali estavam estacionados ficaram todos danificados.

A causa da explosão está a ser investigada pela Polícia Judiciária. No entanto, tudo aponta para que o rebentamento tenha tido origem numa fuga de gás. A explosão foi sentida em várias freguesias de Algés.

Prognóstico «muito reservado»

Já este sábado de manhã fonte hospitalar afirmou à Lusa que
a atriz com queimaduras em todo o corpo, incluindo nas vias respiratórias, se mantém estável, mas com prognóstico «muito reservado».

Friday, June 3, 2011

SÓNIA BRAZÃO INTERNADA COM QUEIMADURAS DE 1.º E 2.º GRAU APÓS VIOLENTA EXPLOSÃO EM ALGÉS


A atriz Sónia Brazão está internada na Unidade de Queimados do Hospital de São José, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte hospitalar, na sequência de uma explosão ocorrida hoje num prédio de quatro andares em Algés.

Fonte hospitalar anunciou à agência Lusa que seriam disponibilizadas mais informações ao longo da noite.

Vizinhos afirmaram à agência Lusa que o estado da atriz é grave.A explosão, ocorrida no quarto andar do numero 73 da Avenida da República, em Algés, concelho de Oeiras, hoje ao fim da tarde, causou, pelo menos, dois feridos e significativa destruição material no edifício, nos prédios vizinhos e fronteiriços e em viaturas que se encontravam na rua.

Vários moradores no local descreveram à agência Lusa o momento como "aterrador".

A zona foi declarada interdita pelas forças de socorro, com os habitantes do prédio onde ocorreu a explosão impedidos de entrarem nas suas casas.

Às 19h horas ainda estavam elementos dos bombeiros a retirar destroços.

No local encontram-se vários veículos de bombeiros, cerca de duas dezenas dos 'soldados da paz' e dez membros das forças policiais, entre PSP e Polícia Municipal.

Wednesday, April 6, 2011

Saturday, March 5, 2011

LARA SANTOS, PIVÔ DO TVI 24 EM ENTREVISTA EXCLUSIVA

1) A Lara é natural de onde? Como é que foi nascer e crescer nessa localidade?
Sou natural de Lisboa.
Nascer e crescer nesta cidade é fantástico.
Lisboa é, sem dúvida, a capital europeia mais bonita de todas e a luz de Lisboa, é sempre a luz de Lisboa. Confesso no entanto que tenho uma costela alentejana e sinto essa zona do país também como sendo minha.


2) Durante a passagem pelo ensino básico ou secundário, qual foi a altura que começou a perceber que o mundo do jornalismo faria parte da sua vida?
Percebi que queria ser jornalista muito cedo.
Com 5 anos pedia microfones no Natal e nos aniversários e montava estúdios de rádio em casa onde gravava os meus próprios programas.
A minha mãe conta que o meu passatempo favorito era entrevistar a família.
A profissão estava-me no sangue.



3) No seu tempo de infância quando via televisão, quem eram os grandes comunicadores que idolatrava e porquê?
Nunca vi muita televisão, sempre ouvi mais rádio mas recordo-me da minha referência ser a Margarida Marante.
Gostava da forma como a Margarida conduzia entrevistas e pensava que um dia também eu podia estar naquele papel.

4) A Lara fez parte do grupo de música que marcou gerações «Onda Choc». Como é que surge esta sua ligação ao grupo?
Surgiu quase por acaso. Soube que havia castings e participei.
Recordo-me que na altura eram 16 mil crianças e foram escolhidas 8.
Foi uma fase muito engraçada da minha vida e hoje tenho a certeza que o facto de subir ao palco tão nova e de comunicar, através da música e dança, com muitas pessoas, ajudou-me e desinibiu-me do receio das câmeras.



5) Desde cedo e enquanto elemento pertencente a este grupo começa a participar em programas televisivos, nomeadamente quem não se lembra, do palhaço «Companhia». Que recordações lembra desse tempopode nos dizer em que tempo As recordações desses tempos são óptimas.
Era um grupo de crianças muito unido e muito bem disposto.
É curioso porque graças ás novas tecnologias, conseguimos reencontrar-nos todos novamente.
Uma experiência dessas marca a vida de qualquer criança.


6) Lara onde se forma, enquanto jornalista? A Lara tem uma voz inconfundível, uma voz dita «perfeita» para rádio. Que experiências vivenciou neste domínio, da rádio?
Licenciei-me na Universidade Lusófona de Humanidades e tecnologias de Lisboa.
Trabalhei em várias rádios nomeadamente na TSF, na Rádio Comercial e no Rádio Clube Português.
Esta última foi a experiência profissional mais marcante que tive.
Fazia um programa da meia noite às 2h da manhã chamado "Posto de Escuta".
As pessoas ligavam para mim para falar da vida, contar estórias e desabafar.
A ligação que criei com os ouvintes foi extraordinária e ouvi muitos episódios que me fizeram crescer muito enquanto ser humano e ensinaram-me também a relativizar os problemas da vida.

7) Que cuidados nutre com a sua voz?
Alguns. Não beber nada muito gelado, não estar exposta mudanças drásticas de temperatura. Os cuidados básicos para poder trabalhar com ela todos os dias.
8) Qual foi a 1.ª situação em que encarou a câmara, em directo, pela 1.ª vez?
Foi na Tvi, num directo em Almada, no despejo de várias famílias. Estava nervosíssima.
9) Como surge a oportunidade de vir trabalhar para a TVI?
Estagiei na Tvi em 2005 e estive lá quase 1 ano.
Depois saí para experienciar o mundo da rádio, e acabei por voltar em 2009.
10) Lara de forma decisiva, pivô da informação ou repórter no terreno?
Que pergunta tão difícil. Um bom pivôt de informação tem de saber o que é estar no terreno.
11) Achei curiosa uma de tantas reportagens da autoria da Lara e da sua equipa: “Crianças já têm a noção do que é poupar”. Como foi organizar esta reportagem e sobretudo lidar com uma classe tão especial, as crianças?Entrevistar crianças é sempre especial mas é um grande desafio.
Essa reportagem foi muito engraçada de preparar, mas sempre que se chega ao terreno, há muitas ideias pré-definidas que caem por terra. Os olhos do jornalista precisam de estar "lá" para ver e para conseguir o melhor ângulo de abordagem.



12) José Carlos Castro afirma numa entrevista “que o pivô é mestre-de-cerimónias”. De certa forma a apresentação do trabalho dos colegas depende da boa performance do pivô que introduz a peça. Partilha desta opinião?
Partilho mas as pessoas têm de ter noção que o mestre-de-cerimómias apenas dá a cara por uma extensa equipa que está atrás de um jornal.
São dezenas de pessoas cada uma com a sua função e sem as quais a realização de um bloco de notícias não era de todo possível.

13) Sente-se de certa forma, uma filha do TVI 24?
Sinto-me uma filha deste canal naturalmente. Estar num projecto deste o primeiro segundo é uma sensação indescritível.

14) Considera que muitas vezes pelo facto de os pivôs serem presença assídua nos telejornais, estas acabam por ser reconhecidas mais pelo público em geral, tornando-se inclusivamente alvo de interesse por parte das revistas, por exemplo, de televisão?
Acho que isso é natural, mas cada um faz a gestão da carreira da forma que quer.
Não me parece que a vida pessoal de um pivôt de informação possa ser de interesse público, a menos que a pessoa o permita.

15) O facto de ultimamente estar a apresentar «A Última Edição» no TVI 24 faz com que tenha de trabalhar até bastante tarde. Habitualmente a que horas se deita quando está à frente da Última Edição?
Geralmente deito-me por volta das 2h da manhã. Mas acordo cedo, nunca gostei de dormir muito e este horário exige disciplina e rotinas.

16) No dia seguinte, consegue levantar-se cedo, ou o facto de ter este horário mais nocturno, permite-lhe acordar mais tarde?
Como dizia na pergunta anterior, acordo cedo. 9h, 10h estou acordada. Gosto do sol da manhã, deixa-me bem disposta o resto do dia.

17) Os directos trazem quase sempre situações de imprevisibilidade, sobretudo, por exemplo, quando acontece algum problema com o teleponto, ou uma gralha no texto. Para além de um certo dia ter dito, aquando do desaparecimento de um corpo no mar, ter dito, «finalmente, o corpo deu à luz», que outras situações mais caricatas guarda no seu percurso profissional?Os jornalistas trabalham naturalmente com notícias ditas pesadas. Se não encararem tudo com uma certa leveza torna-se complicado. Há uma equipa fabulosa sempre à nossa frente e no nosso ouvido que nos faz sentir protegidos e que nos empurra para cima em momentos mais complicados.
As pessoas não imaginam a quantidade de imprevistos que acontecem num jornal. Mas isso é bom porque faz-nos crescer enquanto profissionais.


18) O facto de a Lara ter diariamente que dar cara a um espaço informativo do TVI 24 tem de previamente ter um cuidado com a imagem, como a roupa que veste. Em média, num dia normal de trabalho a que horas chega à redacção e se prepara para mais tarde entrar no ar?
Tenho naturalmente cuidado com a minha imagem não só porque dou a cara num espaço informativo.
Quando estou de férias ou folgas, gosto de andar mais confortável.
Chego à Tvi sempre às 18h00. Conto com 1h e meia de preparação, cabelos e maquilhagem e vou para o ar a primeira vez às 20h00.

19) Lara para além da sua vida profissional tem muitos cuidados com a sua imagem, estado físico, por exemplo. Agora de Inverno, por exemplo quantas vezes por semana costuma ir ao ginásio. Como consegue conciliar a sua vida profissional com a prática de exercício físico?
No Inverno sabe melhor ir ao ginásio. Geralmente vou de 2ª a Domingo, todas as manhãs. Não diz apenas respeito a uma questão de imagem, mas é uma espécie de terapia para a alma e para o espírito.
A minha vida processa-se a uma velocidade alucinante, por isso tenho necessidade daquelas 2 horas matinais para estar comigo, para cuidar de mim e para organizar as minhas ideias e o meu dia.

20) Para terminar, que mensagem gostaria de deixar aos nossos leitores, para que continuem a visualizar a informação transmitida no TVI 24?Porque é isenta e credível. O mundo em tempo real.

21) Projectos para o futuro?Crescer todos os dias profissionalmente porque sinto-me previligiada por acordar todas as manhãs para fazer uma coisa que gosto.



Saturday, February 26, 2011

TVI DE CARA LAVADA


Foi no passado Domingo, 20 de Fevereiro, dia em que a TVI atingiu a sua maioridade que Júlio Magalhães anunciou a sua demissão da direcção de informação da estação. Em causa terão estado motivos pessoais. Recorde-se que o jornalista vive em Matosinhos no Porto e teria de fazer a viagem a Lisboa mais que uma vez por semana.
Dezoito meses após ter assumido a direcção deixada por José Eduardo Moniz, o lugar deixado agora vago por Júlio Magalhães não demorou muito a ser preenchido. Na passa sexta-feira, 25 de Fevereiro foi tornado público pelo actual subdirector de informação as novas contratações para a estação de Queluz, José Alberto Carvalho e Judite de Sousa. Actuais membros de direcção de informação da RTP, os jornalistas preparam-se para assumir as rédeas da Televisão Independente.
Uma excelente jogada para a Media Capital quando a SIC se prepara para lançar um novo programa informativo com a apresentação de Manuela Moura Guedes.
Ao que tudo indica apesar da nova equipa de trabalho formada, Júlio Magalhães continuará a apresentar o Jornal Nacional ao Domingo à noite com os habituais comentários do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

Wednesday, February 23, 2011

TVI: Júlio Magalhães demite-se


"A TVI faz 18 anos, eu faço 18 meses de direcção, está na hora de partir", disse. Júlio Magalhães ocupava o cargo desde Setembro de 2009, após a saída de João Maia Abreu, na sequência do fim do ‘Jornal Nacional' de Manuela Moura Guedes.

Questionado pelo CM sobre os motivos que levaram ao pedido de demissão, o jornalista aditantou que a decisão se deve "à família e aos 180 mil quilómetros que fez durante os 18 meses no cargo". Recorde-se que Júlio reside no Porto mas tem de se deslocar a Lisboa várias vezes por semana por motivos profissionais.

Apesar da demissão, Júlio e os restantes membros da direcção de Informação, Mário Moura e José Carlos Castro, irão manter-se nos cargos até serem encontrados substitutos.

Desconhece-se ainda se algum dos membros irá integrar uma futura direcção.

Júlio Magalhães vai manter-se como jornalista da estação, mas irá voltar para a delegação do Porto. No entanto, irá continuar a apresentar o Jornal Nacional, que conta com a participação de Marcelo Rebelo de Sousa.

Saturday, February 5, 2011

À CONVERSA COM RICARDO PINTO: ENTREVISTA EXCLUSIVA AO JORNALISTA E PIVÔ DO TVI24, BERNARDO SANTOS



1) O Bernardo nasceu e cresceu no Porto. Como nos descreve a sua infância? Tem mais irmãos, irmãs? Que recordações guarda desses tempos?

Não tenho irmãos. Tive uma infância excelente com uma mãe super protectora e um pai muito divertido. Os meus pais tiveram um filho que morreu ainda antes de eu nascer. Durante os primeiros anos fui o exemplo máximo do “filho único”, demasiado mimado pela minha mãe. Já o meu pai fazia o contrapeso. Depois, a partir dos 6-7 anos passava os dias na rua com os meus amigos. Cresci numa praceta no Porto onde brinquei com dezenas de miúdos da minha idade. Era uma espécie de ilha onde podíamos fazer o que quiséssemos, correr à vontade. Foram os tempos mais fantásticos da minha vida! Lembro-me de fazermos jogos de futebol no meio da rua e termos de parar o jogo, aborrecidíssimos, para deixar passar um carro. Os condutores, que já estavam habituados a passar naquela rua, reduziam a marcha ainda antes de nos ver. Fomos absolutamente livres o que, acho eu, hoje em dia não acontece com as crianças. Construíamos tendas de índios nos terrenos que ainda não tinham sido ocupadas e mais tarde explorávamos as obras das casas que iam sendo construídas. Nem sei como não fui parar ao ramos da engenharia civil, como aliás aconteceu com alguns amigos de infância...(risos).

2) Com que idade sente que o jornalismo poderia marcar a sua vida? Nos tempos do ensino básico, secundário, alguns acontecimentos que vieram de certa forma incentivar esta paixão pelo jornalismo?

Mafra Oliveira e Silva, Director de Formação da RTP

Desde miúdo que tinha a fixação pelo jornalismo. Não havia ninguém na família ou próximo dela que tivesse essa profissão ou pudesse exercer esse tipo de influência. As minhas tias contam que quando a família se juntava para um aniversário ou algo do género, eu virava os copos ao contrário, a fingir que eram microfones, e entrevistava toda a gente. Enquanto os outros miúdos queriam ser médicos ou bombeiros já eu, desde muito pequeno, respondia sempre da mesma forma, sem nenhuma razão aparente, à célebre pergunta:
- O que queres ser quando fores grande?
- Jornalista!

3) A sua formação universitário ocorre onde e qual o seu 1.º local de estágio?

Não posso falar em primeiro estágio porque o meu percurso foi diferente do normal. Comecei a trabalhar em rádio com pouco mais de 16 anos. Um dia fui bater à porta de uma rádio local, em Vila Nova de Gaia, e pedi para me deixarem trabalhar. A Universidade veio depois. Estudei na Universidade Fernando Pessoa, no Porto no curso de Ciências da Comunicação.

4) Assume que a rádio é a sua grande paixão. Que recordações guarda desses tempos? (poderá falar nas rádios onde esteve e que tipo de programas fazia) Acredita que ainda poderá voltar a dar a sua voz a um programa radiofónico?

Eu brinco muito com isso. Costumo dizer que se me saísse o euromilhões a primeira coisa que fazia era comprar uma rádio local e viver o resto dos meus dias a fazer playlists e entrevistas (risos).
Comecei por trabalhar numa rádio local absolutamente de borla e mais de 10 horas por dia. Tentei aprender tudo. Desde locução, propriamente dita, até a fazer spots. Foram dias fantásticos a usar cassetes e revox’s e a cortar fitas a olho (risos)...
Em rádio fiz de tudo o que havia para fazer. Passei por 7 ou 8 estações no Porto. Cheguei a ter programas com musica popular e chamadas em antena dos ouvintes a desejar os parabéns à filha ou à neta. Era fantástico! Nunca aprendi tanto como nesses tempos.
Cheguei a fazer passatempos em directo em que durante uma hora atendia mais de 50 chamadas de ouvintes. Lembro-me de brincadeiras que fazia, como por exemplo, dizer que me apetecia uma mousse de chocolate e que o primeiro ouvinte a trazer uma ao estúdio ganhava um prémio qualquer, qualquer coisa irrisória... Foi brutal, nesse dia chegaram mais de 20 mousses ao estúdio! Posso dizer que foi uma dor de barriga global nessa semana. Até a senhora da limpeza da rádio andou mal disposta (risos).

5) Enquanto voz da rádio há certamente músicas que o marcaram e que ainda hoje faz questão em ouvir. Quer-nos apresentar os cinco primeiros lugares na sua playlist?

Esta pergunta é tão difícil... preferia que me pedisses um rim ou outro órgão qualquer. De Prince a Stones, de Stevie Wonder a Nina Simone... Passemos à próxima, por favor senão esta conversa nunca mais acaba (muitos risos).

6) Com que idade e em que circunstâncias começa a fazer televisão?

A minha entrada na televisão é puramente acidental. Eu trabalha num site, durante o “boom” da Internet, e tinha deixado as rádios por algum tempo quando um dia a televisão me bateu à porta por mero acaso...
No Porto há o costume de se beber café no mesmo sitio todos os dias a seguir ao jantar. Num desses dias conheci a Mónica Gomes, hoje produtora da RTP Porto, na altura assessora da direcção de um novo projecto que se ia formar chamado Porto TV. Quando a conheci não fazia ideia qual era a profissão dela. Entre conversas esporádicas, que se transformaram em quase diárias com ela e com o marido à roda do café, confessei que já estava com saudades de fazer jornalismo. Ela pediu-me o currículo. Eu estranhei e perguntei-lhe para o que era. Não me quis dizer. Numa noite de insónia decidi actualizar o currículo e imprimi-lo. Andou comigo no carro algumas semanas. Certo dia ela voltou a pedir e eu dei-lhe. Uma semana depois estava a receber um telefonema para ir a uma entrevista. Fui e a direcção da futura NTV convidou-me para entrar no projecto. Demorei poucos minutos a dizer que sim. Voltei ao site onde trabalhava, despedi-me e deixei um ordenado muito simpático em troca por um estágio de seis meses mal remunerado sem a garantia de ficar a trabalhar no canal. Não sei explicar porque decidi assim. Foi um feelling...


7) Ainda se lembra do seu 1.º directo. Que tipo de acontecimento foi e em que local?

Lembro-me perfeitamente. O meu primeiro directo de televisão foi a reabertura da Brasileira, um dos cafés mais míticos do Porto que esteve fechado durante muitos anos. Era uma reportagem sobre a recuperação da baixa da invicta e a reabertura daquele café podia dar um novo impulso ao centro da cidade que estava muito morto. No fim do directo descobri na porta ao lado uma loja arrombada. O chão estava pejado de seringas. Peguei na câmara, que nessa altura da NTV nós é que filmávamos, e tirei umas imagens. Lembro-me de ter ficado estarrecido ao ver aquele cenário. Uma loja abandonada que tinha sido ocupada por uma dezena de tóxicodependentes. Assim ganhei uma peça para o dia seguinte.

8) Um pivô de televisão tem obrigatoriamente antes de entrar no ar pela maquilhagem, na medida em que a imagem é extremamente importante em televisão. Após alguns de maquilhagens diárias já se habitou à rotina, ou ainda continua a ser um «sacrifício» dar o rosto à maquilhagem?

Odeio (risos). Eu tenho alergias e sou muito irrequieto. Para mim é um suplicio! As minhas colegas da maquilhagem são super pacientes. Faço birras, arranjo mil desculpas mas no fim acabo sempre por ceder porque não há outro remédio.
Sempre fui assim. Quando era miúdo e chegávamos à praia a minha mãe espalhava-me o protector solar no corpo todo. Quando chegava a altura de besuntar a cara eu fugia pela areia (risos).

9) Ainda relativamente à sua imagem, pessoalmente, sentia-se melhor com ou sem a sua gravata. Aliás, as calças de ganga por baixo de uma camisa, gravata e casaco, é já imagem de marca, não é assim?

Eu só uso calça de ganga quando sei que nunca se vai ver no écran (risos). Eu e quase todos os meus colegas.
Sinto-me melhor com gravata, confesso... Até por uma questão de respeito por quem nos está a ver. Há quem considere insultuoso que não a usemos. Um ministro, um bancário, um vendedor, um pivot, devem estar sempre de gravata. É um tipo de modernice com a qual não concordo, de todo.



10) Um pivô e um repórter assumem duas posições distintas na construção e divulgação da notícia. Ainda hoje continua a fazer reportagem. Que vantagens retira desta possibilidade?

A reportagem (escrita, dita ou filmada) é a forma mais nobre do jornalismo. Acredito que esta frase diz tudo.


11) Ainda aquando pela sua passagem pela RTP, o Bernardo e outros colegas de profissão foi destacado para se inserir durante 6 dias, num ambiente que tinha como objectivo prepará-lo a si e aos colegas para eventuais coberturas de cenário de guerra. Que ensinamentos retira desta sua passem pela «Túria»? Sente que hoje estaria preparado para situações similares, desta vez, reais?

Esse curso foi fantástico! Era um curso que envolvia cenários de guerra mas também outros cenários de tensão e conflito. Eu nunca estive, com muita pena minha, num cenário de guerra em trabalho. Acho que seria importante para a minha formação como profissional mas também como ser humano. Muitas vezes converso com colegas que já correram mundo e concluímos que alguns ambientes que se vivem em estádios de futebol, por cá, são mais assustadores do que um cenário de guerra no Iraque ou no Afeganistão. Nesse curso, graças à clarividência do Luís Castro e do José Carlos Ramalho aprendemos muito sobre como reagir nos vários tipos de situações que rapidamente podem ficar descontroladas e das quais não estamos livres no dia-a-dia.
Além disso essa semana que passámos em Mafra aproximou-nos a todos o que nos fez perceber que, embora naquele caso encenadas, a situações limite aproximam, e muito, as pessoas.

12) Bernardo, muitos jornalistas vêem-se muitas vezes envolvidos em situações caricatas, quer pelos nervos do directo, ou o próprio acontecimento em si. Em vez de lhe pedir que nos enuncie alguns desses momentos, pedia-lhe que comentasse alguns que estão disponíveis no youtube. O 1.º está relacionado com a sua ligação à NTV, onde aliás foi um dos primeiros rostos do canal. Afinal estava ou não em directo aquando daquelas afirmações e que enredo levou a isso?
Vídeo: (http://www.youtube.com/watch?v=SGqSPetUNHQ&feature=related)



(risos) Eu não tenho como explicar o que aconteceu...
Lembro-me do director de informação da NTV, Dinis Sottomayor, me ter dito que um plateau é um santuário e que aprendi da pior forma possível a respeitar isso.
Não estávamos em directo. Os jornais na NTV era gravados. Naquele domingo à noite estávamos cansados e eu enganei-me (da forma que é visível e que não carece de mais comentários) e aquela versão que tinha ficado mal foi regravada. O colega que tinha a função de escolher a versão final enganou-se e escolheu a errada. Acontece.
A única coisa que na altura me magoou mais foi ter percebido que o vídeo foi parar à Internet não porque algum espectador o tivesse gravado legitimamente mas porque um colega mal intencionado o pôs a circular. Ainda por cima a ideia que passa é que eu estaria muito zangado, mas não. Estávamos a brincar e a parte que é visível dá uma ideia errada. Mas enfim...
Hoje é uma questão perfeitamente sanada. Uma coisa garanto; Nunca mais voltei a dizer uma asneira em estúdio! (risos)

12) Entretanto e mais uma vez aparece como um dos primeiros rostos na RTP N. Que tipo de programas informativos teve na grelha deste canal de informação e qual o que lhe deu mais gozo, mais paixão, fazer?

Na RTP o período que me deu mais prazer foi exactamente o do arranque da RTPN em Lisboa. O dia-a-dia de pôr os jornais no ar, as entrevistas de ultima hora e a adrenalina de perceber que a coisa podia falhar a qualquer momento, porque era normal no inicio a máquina não estar oleada, deram-me muito gozo.



13) Em 2009 vem trabalhar para a TVI, local onde se encontra habitualmente. E mais uma vez um dos rostos da estreia do canal por cabo, TVI 24. É um Carmo, ou pelo contrário um privilégio vir assumindo estes novos locais de trabalho?

(risos) Não, não é nenhuma cruz, pelo contrário! É fantástico poder começar alguma coisa principalmente se for a partir do zero. Isso já me tinha acontecido na NTV e a adrenalina é fantástica. Com o tempo é curioso ver como as coisas se desenvolvem e acompanhar o crescimento do canal. A realidade do cabo está a mudar e é muito interessante perceber que é nos canais temáticos, nomeadamente nos de notícias, que os espectadores mais confiam.
O TVI24 ainda tem um longo caminho a percorrer mas sentir que os passos que está a dar são sólidos é muito gratificante.

15) José Carlos Castro foi o coordenador dos novos rostos do novo canal de informação. Que grandes ensinamentos retirou destes encontros e que faz questão em pôr em prática no seu quotidiano?

O Zé Carlos é muito exigente mas ao mesmo tempo muito divertido. Foi muito importante ter passado quase um mês em formação com ele porque advertiu-nos para muitos erros que, na pressa do quotidiano, muitas vezes acontecem. Nós também adquirimos muitos “vícios” e ele ajudou a limpa-los.
Foi bom para incorporar o espirito TVI e perceber onde é que o TVI24 queria chegar. Sou apologista que este tipo de formações devem acontecer periodicamente quanto mais não seja para fazer uma pausa e perceber o que pode estar mal. Para mim, que já tinha sido apresentador alguns anos, foi importante perceber certos erros que cometia. Nisso o Zé Carlos é implacável.

16) Há quem diga que a vida de pivô se encontre bastante facilitada, porque apenas têm de reunir os vários pivôs, peças construídas pelos diferentes repórteres e limitar-se a ler o teleponto. Não obstante essa ideia é errada, até porque o Bernardo depois da maquilhagem senta-se em frente ao computador e aliás tem um hábito muito particular, o de ler as notícias várias vezes e em voz alta. Quer nos falar um pouco destas rotinas. A que horas entra e sai da redacção da TVI num dia habitual de trabalho?

Um pivot que tenha brio no seu trabalho não se limita a ler o teleponto. As pessoas não fazem ideia mas, de facto, o lugar é muito trabalhoso. É preciso rever peças, tirar dúvidas, acertas imprecisões que possam estar nas propostas de textos que nos chegam. Depois há também as entrevistas que têm de ser preparadas, as combinadas de véspera e as de ultima hora. Os directos, os debates... Já para não falar daquela que é a função maior de qualquer jornalista, independentemente do cargo que exerça, que é estar informado. Isso sim, dá muito trabalho e “queima muita pestana”.
Não meço o trabalho por horas. Chego com a antecedência necessária e saio quando o trabalho termina. E muitas vezes não termina ao sair da TVI. Em casa sou um “news junkie” com uma necessidade tremenda de estar informado e seguir o que fazem os outros canais. Vivo constantemente online. Até hoje não percebo como era possível viver noutros tempos sem Internet (risos).

17) Os seus colegas, falam de um amigo sempre bem-disposto e que aliás está sempre prestes a ajudar, nem que seja a cortar a mebocaína para as colegas com o seu canivete. Bernardo, afinal que história é esta?

Eu tenho um lado de “gadget man” e uma mochila sempre recheada de tudo que te possa passar pela cabeça (risos).
Nesse dia a Rita Rodrigues estava doente, com dores de garganta, e não conseguia engolir as pastilhas inteiras. Procurei no saco do “sport billy” uma solução rápida e encontrei um canivete que foi precioso, durante as 5 horas de emissão que fazíamos juntos, para cortar as pastilhas para que ela as pudesse engolir (risos).
Quanto a ser bem disposto acho que não é mais do que uma defesa num mundo em que as pessoas estão cada vez mais sisudas. Isso e o facto de não ser “amigo do stress”. Há alguns anos o Vítor Hugo, um jornalista sénior com quem trabalhei na RTP, disse-me que esta profissão é uma profissão de vida e não de morte e que apreciava essa minha característica. Com o tempo dou-lhe cada vez mais razão. Ser jornalista não é fácil. Tudo é para ontem e não pode ter erros. Stresso muito, é um facto. Mas não abdico de, nos momentos em que não é preciso stressar , contar umas piadas e aproveitar o facto de ser feliz e ter a profissão com que sempre sonhei.

17) Quando pode e aliás ainda no ano passado fez questão de dar a cara pelo apoio às vítimas da Madeira. A ideia que os pivôs da informação são «seres automatizados, desprovidos de sentimentos» está completamente errada. Aliás é um pivô onde o sorriso marca muito a sua expressão facial. Como é que vê a sua relação com o tipo de profissão que tem?

Eu adoro o que faço. De certa forma sinto-me um privilegiado. Mas muitas vezes ao darmos uma notícia colocamo-nos no lugar da pessoa e pensamos o que seria se nos tivesse acontecido aquilo a nós. Se fiz alguma coisa foi muito pouco. Digo-o sem falsas modéstias.
Não acredito em jornalistas automatizados. Uns disfarçam melhor do que outros. Tento levar a profissão da mesma forma que levo a vida. Sem me levar muito a sério com a devida excepção de quando é, de facto, necessário.

19) Foi no final também deste mesmo programa, onde Susana Bento Ramos afirmou, que o Bernardo não gosta nada de perder. É mesmo assim?

Confesso que não gosto, nem a feijões! (risos) Mas é só nas coisas recreativas porque no resto tenho muito fair play. Esforço-me por dar o melhor de mim e aí não fico aborrecido se não fui o melhor. Para a próxima tento corrigir o que estava mal.

20) Sendo um dos rostos do TVI 24, nomeadamente com alguns programas, com um estilo bastante radiofónico, onde os telespectadores entram em directo através do telefone, de certa forma o formato de rádio continua presente. Não obstante, enquanto que na rádio as suas expressões faciais não são visíveis, onde pode, baixando o som do seu microfone, soltar gargalhadas pela situação que lhe está a ser narrada. Já em televisão isso não é possível e por vezes certamente teve vontade de as soltar. Para ilustrar esta mesma situação (http://www.youtube.com/watch?v=HmQ0wqKS7c0&feature=related)



Quer nos dizer o que lhe passou pela cabeça durante este directo e qual a melhor forma de suster o riso, bem, bem, lá no fundo?

Bem... Este é um caso paradigmático. Confesso que o tema do programa não me agradava muito mas, por esse facto, não podia desvalorizar algo que alguém, estando ou não na posse das suas faculdades, poderia estar sentir. Sou uma pessoa de riso fácil mas tenho muito respeito pelo sofrimento dos outros e acho que foi isso que me fez conter.

21) Bernardo já pensou em usar lentes de contacto, ou os óculos são já imagem de marca?

Os meus amigos sabem que há três coisas do ponto de vista físico em que só em caso de vida ou morte alguém iria mexer;
Os olhos. Faz-me muita impressão até a maquiar. Não imagino ser operado e muito menos estar a tirar e a pôr lentes todos os dias. Os óculos estão para ficar!
As costas, tenho medo de ficar paraplégico.
O coração, só seria operado se estivesse a morrer.

22) Para além da sua paixão pelo jornalista é também um guitarrista amador. Já pensou em brindar os telespectadores da TVI, por exemplo numa das suas galas com uma boa música ao som da sua guitarra?

Nem pensar! Como ouvi um dia o Rui Veloso dizer sou um “guitarrista da tanga” (risos).
Na adolescência confesso que sonhava em ser um guitarrista de mão cheia mas depois passaram-se alguns anos em que nem olhei para a guitarra. Hoje em dia só toco quando junto amigos mais próximos e é quando podemos tocar e cantarolar qualquer coisa sem qualquer pretensão.
Se tiver de tocar para desconhecidos morreria de pânico! (risos)

23) Bernardo, na sua vida mais íntima. Na sua página oficial de facebook assume-se viúvo. É nestas pequenas coisas onde deixa dar azo à sua capacidade humorística?

É como eu costumo dizer... Não nos podemos levar a nós e à vida muito a sério.
Em tom de brincadeira chamo “carinhosamente” às minhas ex-namoradas de falecidas esposas... (risos)
Quando tive de preencher o estado civil no facebook achei piada e escolhi viúvo.

23) Aos 34 anos de idade sente-se feliz com aquilo que fez e sobretudo com o que está a fazer actualmente?
No que toca ao trabalho acho que ainda tenho muito para fazer. A ambição, com conta peso e medida, pode ser uma qualidade. Mas por vezes penso que já faço o que gosto e que até tenho uma vida profissional recheada. Tenho sonhos mas eles vão chegar se tiverem de chegar. Para já limito-me a fazer o melhor que sei e posso no que tenho entre mãos.
Do ponto de vista pessoal sempre tive a ambição de ter filhos, embora ache que é uma responsabilidade muito grande. Talvez por isso ainda não tenha chegado o momento certo. Mas isso levanta algumas questões. Vamos inverter os papeis e agora deixo eu a pergunta:
- Será que há momentos certos para fazer as coisas na vida?

Tuesday, February 1, 2011

Reportagem: uma portuguesa à procura do filho egípcio




Com o Egipto a ferro e fogo, há uma portuguesa que desespera por notícias do filho. Gabriel El Hawash Silva tem três anos e foi levado para o Cairo, pelo pai, antes do Natal, contra a vontade da mãe.

A criança morava com a mãe em Braga, onde viveu a maior parte da vida. O Gabriel fala apenas português, não entende uma palavra de árabe e há mais de um mês que está desaparecido no Egipto.

Raquel Silva tinha 24 anos quando viajou de férias para Hurghada, no Egipto, na companhia de uma amiga. Foi nesta pequena cidade turística que conheceu Tamer, na altura gerente de um restaurante e amigo do guia turístico do grupo português.

Raquel e Tammer casaram em 2006, um ano depois nasceu Gabriel. E os três mudaram-se de Hurghada para Tanta, uma pequena cidade a cerca de 100 km do Cairo. Foram acolhidos pela família de Tamer, uma família modesta, tradicional e numerosa. E aí começaram os problemas.

Raquel viveu dois anos no Egipto, depois convenceu o marido a mudarem-se para Portugal. E em 2009, os três, chegam a Braga. Mas bastaram poucos dias para Tammer mudar de ideias e regressar a casa. Conta Raquel que o marido não gostou de Portugal e não se adaptou aos costumes ocidentais.

Quanto a Gabriel, Raquel garante que Tammer nunca se opôs a que a criança ficasse a viver com ela. Diz que foi uma decisão, aparentemente pacífica e consensual.

Formação em Portugal

Com um ano e meio Gabriel entrou na escola, em Braga. Todos sabiam que Gabriel tinha um pai egípcio, mas ninguém estava à espera que um dia ele desaparecesse. E os amigos todos os dias dão conta da sua falta.

Durante mais de dois anos, Gabriel viveu sozinho com a mãe em braga. Durante esses dois anos, Tammer veio por duas vezes visitar o filho, com quem contactava esporadicamente através da Internet.

Em Outubro de 2010, Tamer El Hawash chega a Portugal e instala-se em casa de Raquel. Os dois são, ainda, oficialmente casados e mantinham uma relação cordial. E Raquel abriu-lhe não só a porta de casa como a porta da escola. Longe de imaginar o que estava prestes a acontecer.

Fuga fácil

Dia 18 de Dezembro, Raquel sai de casa para ir ao encontro de uma amiga. Deixou Gabriel com o pai, não demorou mais de uma hora. Quando regressou a casa pai e filho tinham desaparecido. Saíram com a roupa do corpo. Tammer levou apenas os passaportes e a certidão de casamento. Não deixou nem uma mensagem, nem uma explicação. E Raquel nunca mais viu o filho.

Como ainda é casado com Raquel, Rammer não precisou de nenhuma autorização para sair do país com o filho. Saiu pelo aeroporto Sá Carneiro, no Porto, fez escala em Casablanca. Desembarcou no Cairo a 19 de Dezembro. Desde então, nunca mais deu notícias, nunca mais atendeu o telefone ou respondeu a e-mails. Há mais de um mês que Raquel não sabe nada do filho.
No Egipto, a família do marido diz-lhe que Tammer está desaparecido e que nunca chegaram a ver a criança.

Raquel está desempregada e não tem dinheiro para viajar até ao Egipto. Já foi ameaçada de morte, por um dos cunhados e receia ir sozinha para o Cairo.

Situação complicou-se

Com o coração apertado, Raquel sabe que o bom senso impõe muitos cuidados no que toca a uma viagem ao Egipto. Ainda por cima, os últimos acontecimentos no país não ajudam nada. O governo português já aconselhou a que ninguém vá para aquelas bandas, seja em turismo seja em negócios. Há milhares de manifestantes nas ruas, registaram-se mortos e feridos e ninguém arrisca uma previsão segura sobre o futuro próximo do governo do presidente Mubarak.

Raquel já bateu a todas as portas. Todos lhe prometem ajuda, mas até agora não se sabe nada sobre o paradeiro do filho. Contactado pela TVI, o pai do Gabriel não deu, até agora qualquer resposta. Falamos também com o Ministério dos Negócios Estrangeiros que diz apenas que está a acompanhar o caso.
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Por: tvi24 / Sara Bento (reportagem) Nuno Gomes e Luís Branco (imagem)

Monday, January 24, 2011

OS CRIMES COM DINHEIRO PÚBLICO TÊM NOME? E OS CRIMINOSOS TÊM NOME? ABUTRES, HOJE EM REPÓRTER TVI ÀS 21H


Jornal Nacional - Inclui Repórter TVI - Abutres
A corrupção, a fraude, o branqueamento e o tráfico de influência minam qualquer Estado de Direito, criando, por outro lado, pobreza e mais desigualdade.

O "Repórter TVI" desta semana mostra o caos e a irresponsabilidade criminosa no seio de algumas empresas 100% públicas, de gestão danosa e actos ilícitos pagos pelo contribuinte.

"Abutres" é uma reportagem do jornalista Rui Araújo, com imagem de Rui Pereira e montagem de Carlos Lopes. Será emitida Segunda-feira 24 de Janeiro, no "Repórter TVI".

Monday, January 3, 2011

Repórter TVI: «Missão São Tomé». Veja esta noite


Uma grande reportagem de Rita Varandas, com imagem de Gonçalo Prego e montagem de Miguel Freitas, esta segunda-feira, no «Jornal Nacional» da TVI.

MANUEL LUÍS GOUCHA E CRISTINA FERREIRA CONFIRMADOS OS APRESENTADORES DA NOVA TEMPORADA DE «UMA CANÇÃO PARA TI»


FÁTIMA LOPES ASSUME O LUGAR VAGO DEIXADO POR JÚLIA PINHEIRO QUE ESTARÁ À FRENTE DAS MANHÃS DA SIC EM FEVEREIRO.



Leonor Poeiras assume o lugar de Fátima Lopes no «Agora é que conta».