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Saturday, March 12, 2011

F-Se! De Civismo Anémico a Civismo Vitaminado! Não Nos dêem é o Xarope da Demagogia Envenenada, muito receitada pelo Jornalismo afecto à Direita.



Audio: Declarações de Augusto Santos Silva Sobre a Manifestação de 12 de Março - ou o Protesto da geração à Rasca.

F-Se! No Meu Post Pré-Manifestação, eu dava o meu Contributo "Falem com o Augusto Santos Silva". Reforço: tendo sido ele o "Porta-Voz" do Governo, assim o parece, é! Falem mesmo com o Augusto Santos Silva. Um Político que já deu Provas de ser capaz de mudança de realidades Amargas, cujo resultado - sem o ser ideal - pelo menos, foi o mais ajustado às circunstâncias. Y tinha sido tão fácil apresentar algo um pouco melhor. Aconteceu que Oposição Y Sindicatos apresentaram alternativas que tornariam a realidade ainda mais injusta y grosseira: por ignorância, desleixo, incompetência Y, acima de tudo, com isso só deixaram patente um enorme desrespeito pela vida alheia. A vida dia-a-dia, não a vida teórica do "se cá neva-se fazia-se cá sky".  O Augusto Santos Silva tem Vantagem: é um técnico pragmático.  

F-Se2! Aqui a Sugestão ao Augusto Santos Silva não é Demagogia Envenenada, a lá Jornalista de Direita a apregoar o Salvar da Pátria pela mudança de Governo - essa Derrocada Nacional. Em que, tal qual Arca de Noé, só se Salvariam um par de poucas coisas: o Apogeu da Indústria emergente da Caridade Y Privatização do Direito à Saúde. É, a sugestão do Mal-Amado Augusto Santos Silva é mesmo fruto de Saber Empírico.  


*****
Adenda
No seguimento de um comentário pertinente no Facebook., considerei importante deixar aqui o "Alerta": Não se distraiam com a mensagem do Augusto Santos Silva. A mensagem foi clara. Eu só faço o Desenho do Alerta.

Cavaco Como Um Khamenei
«Vou ter de discordar." Não se resolve nada ao mobilizar as pessoas contra as instituições?" Ah é? A história diz-nos exactamente o contrário.» Comentário no FaceBook à declaração de Augusto santos Silva. 

Eu penso que o Augusto santos silva também sabe isso Y também concorda com isso que tu estás a dizer Y que eu sou também uma das entusiastas. Acontece é que - penso - não deves ter percebido bem o "recado" ... isto do audio é rápido.
Esta mobilização contra as instituições, a existir, tem de partir de nós - o Povo - ou, por ex., como é o caso de Reza Pahlavi a apoiar incondicionalmente uma Desobediência Civil Pacífica no Irão, por parte do Povo iraniano. Y o Reza Pahlavi fá-lo aberta Y honestamente; instruí, inclusivamente, quanto as modos y como salvaguardar a integridade física Y vida etc ... Estás a ver?

Continuando a analogia com o Irão. É inaceitável que fosse o Khamenei a Instigar o seu povo ao desrespeito para com as Instituições (Aliás, no caso iraniano, nem é necessário. O Khamenei decide quando lhe apetece. Tem poder absoluto, desde a selecção de candidatos eleitorais à dissolução do PI) Y aqui está a questão. A pertinência y o grave y sério da questão, está exactamente aqui. Dado, o caso Português não contemplar estes poderes Presidenciais "divinos". Estás a ver agora o Grave da Questão? O desonesto y cobarde? É! Sim. Parece que temos um Presidente de cujo carácter se destacam os atributos: Manhoso Y Sonso. Nada a ver com a genialidade de um Reza Pahlavi que, bravamente, instruí, do Exílio,  o Povo a que pertence nos caminhos da Desobediência Civil.
É! Tal como se fosse um Khamenei sem Poder de dissolução da AR, ao sabor do capricho Y apetite, assim o Sr. Cavaco deu o ar da sua graça - com toque de República Islâmica do Irão - com o seu Apelo {"mais ou menos implícito à mobilização das pessoas contra as instituições"}, dando, assim, o mote para que terceiros personificassem a lacuna que - como um Khamenei decepado - se sente Y como Presidente da República Portuguesa  espera que desta forma sinuosa y rasca lhe supram y facilitem-lhe a falta de encaixe ao limites dos poderes que a Constituição consigna ao cargo que ocupa! 


Tudo estaria certo, Y contigo concordaria, se não fosse o caso deste detalhe ser muito relevante! Y que o Augusto Santos Silva fez o Favor de - com simplicidade Y assertividade de Um Reza Pahlavi - deixar claro ao Sr. Presidente. Y a nós também.

Não postaria o Link; Y perseguiria o Augusto Santos Silva, se ele estivesse a enquadrar a "mobilização contra as Instituições" na interpretação que tu assinalaste. Mas ouve novamente, que o q ele diz é diferente.

F-Se! O Khamenei em Portugal É Mesmo o Senhor Cavaco. 


Wednesday, March 2, 2011

F-Se! Manda Zand Ervin - Women's Rights Ou o Lugar da Lei Na Condição Humana.





Em absoluto acordo com a Manda Zand! Entendi isso na Suécia! Por muito que estime  pessoalmente, y, um por um, os meus estimáveis amigos Suecos, não os posso, como dizer, Aceitar; são humanos falhos, humanos em falha, em humanidade em derrocada: promovem, expressam, embandeiram 1 Lei - Y essa Lei é Injusta. Como se pode tomar por completo alguém que dá corpo a essa Lei, se não a contesta, não a aponta como nefasta y como Indigna de Representar a Condição Humana? Não se pode. É isso, é também isso, Y nesse sentido, que Manda Zand direcciona a Luta Maior que o Povo Iraniano deve demandar. Não basta a sorte de um Bom homem ( pai, marido) que na sua dádiva de compreensão actua de forma descomprometida com a Lei da República Islâmica do Irão. É a LEI!Y enquanto esta for a Lei, lá - na República Islâmica do Irão,  as mulheres estarão reduzidas ao nada Y serão pura nulidade. Não serão. Não se edificará nada sob o jugo dessa condição. É a Lei que acresce dignidade à Condição Humana, que a Impele a manter um legado de coerência face ao que significa isso - que 1 por 1, cada humano que nascer experienciará por si: a vida. Uma Lei que nega, é uma Lei que castra y anula. 

F-Se! Não pudemos amar até ao fim Y sem reservas os amigos que aclamam uma Lei Injusta, ou mesmo que dela se regozijam em segredo y isso deixam adivinhar! Mas podemos Y devemos estar ao lado dos Bravos - esses tais desconhecidos cujo elo é a mesma condição: a humana Y a feroz luta para que esta se cumpra digna da Vida. 

F-Se! A História, dizem, é feita pelos vencedores, Irão 1979 a 2011: O Bravo Silêncio Ocidental Face À Magnânima República Islâmica do Irão.





A FEW SIMPLE SHOTS


Crimes against humanity committed by the Islamic Republic of Iran explores the subject of human rights abuse in Iran since 1979. Possibly the first film on this subject to be made in Canada by a Canadian/Iranian film maker, A Few Simple Shots unveils the shocking ways that countless Iranians have had their personal rights and freedoms violated by the current political regime. Using a rapid sequence of interview shots, the film reveals Iran from the perspective of such organizations as Amnesty International and The United Nations and through the voices of many eminent Canadian and Iranian academics, writers political activists, feminists and artists who are living outside of Iran.

article19film.com

F-Se! 33 Anos a Vencer Vidas, a República Islâmica do Irão, para que a Histórias destes Anos do Irão seja a História dos Direitos Humanos Derrotados com todas as nuances da baixeza Y crueldade humana. .

Tuesday, February 15, 2011

Mohamed Reza Pahlavi, a "Espada do Ocidente"



Os recentes acontecimentos em Teerão, poderão fazer voltar uma página obscura da história deste grande país que a par da China e do Egipto, é o último sobrevivente da Antiguidade. As constantes declarações e luta de Reza Ciro Pahlavi, são de molde a criar as mais benévolas expectativas acerca da possibilidade de uma transição do Irão, na direcção de um sistema mais aberto e consentâneo com o seu estatuto na cena internacional.

Mas afinal, que país é este que nos entra casa adentro à hora dos noticiários?

Recordo-me como se hoje fosse, de ver entrar no porto de Lourenço Marques, em Moçambique, os grandes petroleiros que desobedecendo ao embargo imposto pela ONU e muitos dos nossos aliados oficiais - EUA, Holanda, Suécia, Dinamarca, Noruega, por exemplo -, vinham reabastecer os depósitos de crude da refinaria da Sonarep (1) na Matola. As chaminés ostentavam invariavelmente as cores persas e o leão coroado, símbolo do velho império de Ciro que sobrevivera a invasões, períodos de ocaso e de ameaça de colonização.

O Xá Mohamed Reza Pahlevi foi um homem esclarecido e tendo convivido com algumas gerações de políticos de renome mundial, conhecia bem a importância da presença portuguesa em África, procedendo em conformidade com as mais estritas regras da diplomacia internacional. A voz do Irão na ONU, nem sempre condizia com os factos da normal e dura realidade material das coisas. Nele, Portugal sempre teve um amigo. Tornando-se imperador em 1941 por imposição dos Aliados, Mohamed Reza Pahlevi teve de se conformar com a invasão e ocupação do seu país por russos e ingleses (2), conscientes da importância estratégica do Irão e da imperiosa necessidade de controle das jazidas petrolíferas do Golfo Pérsico. Na Conferência de Teerão, um arrogante Winston Churchill dizia-lhe que ..."pode Vossa Majestade chamar Irão ao seu país, que para mim, que não me atemorizo, será sempre a Pérsia"... O nome do antigo império de Ciro e de Xerxes era assim indelevelmente conotado com a submissão a um Ocidente que o não anexara ou desfizera, por mera necessidade da existência de um Estado tampão que mitigasse as fricções entre os expansionismos britânico, russo ou otomano. Assim, o Irão - nome pelo qual internamente sempre foi chamado - surge como uma necessidade de afirmação de independência, um projecto do novo regime que desde a deposição dos Qadjars, via no modelo kemalista, a única solução para a modernização. Desde sempre, a progressiva laicização do Estado esteve na mente do Xá que via no clero xiita o maior obstáculo ao profundo atraso material e intelectual da sociedade. Aos vinte e um anos de idade, educadamente conseguiu resistir aos perigosos avanços de um José Estaline que tinha pelos xás persas uma obsessão muito própria das gentes oriundas dos confins do Cáucaso. Com sorrisos e brindes, Mohamed Reza declinou todas as ofertas de "assistência" soviética, estando bem informado acerca da natureza despótica do regime de Moscovo e dos verdadeiros desígnios de expansão da URSS em direcção aos mares quentes do sul, tal como Hitler propusera em 1940 a um renitente Molotov.

A Guerra Fria e os episódios decorrentes do início do desmembramento dos Impérios coloniais no Médio Oriente, tornou o Irão num essencial peão em disputa pelos blocos, mas tendo o Xá uma formação solidamente enraizada na cultura ocidental, os EUA e os seus aliados puderam estreitar as relações com Teerão que surgia como no elo essencial e no obstáculo à tendência de infiltração soviética plasmada já no Cairo nasserista e na instabilidade síria e jordana.

No plano interno, Mohamed Reza Pahlevi procedeu a importantíssimas reformas que apenas hoje são devidamente consideradas como fundamentais a qualquer sociedade moderna. O direito de voto e de profissão às mulheres, a escolaridade obrigatória e laica para todos, uma vasta reforma agrária feita com o património dos bens da Coroa, a criação de Academias, universidades e a abertura do país a manifestações artísticas livres das peias do rígido cânone há séculos imposto pelos mullahs, transformaram rapidamente a sociedade. Em Teerão as mulheres vestiam-se desinibidamente à ocidental, frequentavam o cinema, as piscinas, o ginásio e finalmente ingressavam no mercado do trabalho, ombro a ombro com os homens, até então senhores absolutos da ordem social. A coroação de Farah Diba, episódio ímpar na milenar história iraniana, simbolizava a igualdade da mulher aos olhos da Lei, um inequívoco sinal emancipador que profundamente desagradou ao clero. O nível de alfabetização cresceu exponencialmente e o Estado criou bolsas de estudos no estrangeiro, contribuindo para a aproximação de uma ampla camada de estudantes ao conhecimento das novas tecnologias vitais ao desenvolvimento do país. Por Teerão passavam as mais conceituadas companhias de ópera e de ballet, testemunhando uma abertura sem precedentes ao exterior.

As receitas do petróleo permitiram a rápida transformação do Irão naquilo a que a imprensa ocidental chamava de policia do Golfo, região profundamente desestabilizada pelas constantes guerras que desde 1947 opunham Israel e os seus vizinhos árabes, a maior parte destes sob forte influência russa. O exército do Xá era moderno, numeroso e bem armado, sendo um intransponível obstáculo aos aventureiros que se iam sucedendo em Damasco ou Bagdade e tranquilizando a Europa e a América com um constante afluxo de ouro negro que propiciou o boom económico das décadas de 50, 60 e 70. Mas o progressivo desejo de autonomia do regime do Xá em relação à estratégia de Washington e do aliado israelita, seria afinal a principal causa da sua queda. Muitos há que argumentam com o papel desempenhado por uma fortemente repressiva Savak, uma policia política incomparavelmente menos interventiva e mortífera que as suas congéneres nos países vizinhos, URSS incluída. Explica-se assim a revolução de 1979, com argumentos de ordem interna, mas quando o Xá decidiu controlar efectivamente a produção de crude iraniano e em consequência impôs preços lesivos dos lucros auferidos pelas grandes empresas petrolíferas americanas e inglesas, selou o seu destino. A teoria da conspiração surge com nítidos contornos multinacionais, quando os interesses franceses conduziram Paris a uma escandalosa protecção à subversão a partir do território da França, onde Khomeini fora recebido como exilado político. As veleidades de independência total da pesada presença americana, custar-lhe-iam o trono e impor-lhe-iam o caminho do exílio.
Aos iranianos, essa traição consumada pela nefasta administração Carter, impeliria milhões para o turbilhão sanguinário do komeinismo, com o seu trágico cortejo de guerras santas, esmagamento da condição feminina, estilhaçar do sistema educativo, genocídio, atraso económico e inimaginável corrupção. Para o mundo, a queda do Xá significou um marco orientador para novos e conturbados tempos, onde o direito internacional e das gentes pouco vale, calcado pelos pés dos loucos iluminados por um enigmático, impiedoso, vingativo mas discutível deus.

No fim anunciado do regime dos mullahs, Mohamed Reza Pahlevi foi sem qualquer dúvida, um dos grandes homens do século XX. A História far-lhe-á justiça.

(1) A antecessora da actual Galp

(2) No seguimento dos acontecimentos de Bagdade e da consequente deposição de Rachid Ali, russos e ingleses forçaram a abdicação de Reza I, pai de Mohamed, obrigando-o a exilar-se na África do Sul. Apontavam-se-lhe sentimentos pró-germânicos, mas a veridade da situação apontava para uma realidade bastante diferente: o velho fundador da dinastia Pahlevi, não mostrava grande interesse na submissão que os Aliados desejavam e à qual se habituaram durante o Império dos Qadjar. Churchill e Estaline julgaram mal a personalidade do jovem sucessor Mohamed Reza, que desde cedo mostrou as suas capacidades de intervenção e de resistência.