Ao contrário das surpresas que "A Voz de Portugal" - aquele que promete ser o novo programa sensação da RTP1 - nos tem trazido, o "Factor X", trunfo da SIC para a rentrée televisiva, está a repetir fórmulas de antigos sucessos.
A estação de Carnaxide tem provavelmente o leque de apresentadores mais competentes do mercado (pelo menos em termos de quantidade) e mesmo assim resolveram apostar novamente em Bárbara Guimarães para apresentar um grande programa de entretenimento.
"Qualquer dia já ninguém me pode ver à frente".
Tudo bem que a Bábá é uma profissional experiente, mas por que não serem mais arrojados e apostarem na inovação? Por que não testarem João Manzarra a solo num grande formato? Ou então contratarem de uma vez por todas o Pedro Granger e pô-lo a liderar este projecto? A Diana Chaves também surpreendeu o público como apresentadora no "Salve-se Quem Puder". A fofinha Raquel Strada também já merecia um destaque maior no pequeno ecrã. Just saying...
“Operação Triunfo”, “Ídolos”, “Família Superstar” e agora “A Voz Portugal”. Provavelmente os meus fan(cy)s estão a pensar: já não tivemos talent shows de cantoria que cheguem? E o Gigi diz: Não! Se o novo programa da RTP1 for quase tão bom como o seu “irmão” americano, “The Voice”, garanto-vos que estão prestes a assistir a um novo hit televisivo.
O conceito
Quatro cantores famosos assumem o papel de jurados e tornam-se treinadores de talentos vocais em bruto. Na primeira fase do programa, o júri ouve os aspirantes a cantores de costas voltadas para o palco. Se a voz dos candidatos for impressionante, os jurados carregam num botão, a cadeira onde estão sentados roda e os mentores ficam - finalmente - frente a frente com o “caloiro”. Se mais do que um jurado escolher o mesmo cantor para se juntar à sua equipa, cabe ao concorrente escolher qual o músico com quem mais gostava de trabalhar.
“The Voice” é fresco e mistura o habitual talent show musical com uma vertente de game show, nomeadamente através do divertido “jogo das cadeiras” e das batalhas entre concorrentes, que acontece na segunda fase do concurso, na qual os jovens cantores “lutam” pela permanência no programa num colorido ringue de boxe.
Teaser promocional "The Voice"
Parte do sucesso do conceito criado por John de Mol consiste na relação entre os diferentes membros do júri. Na versão americana, o casting foi certeiro. Christina Aguilera, Adam Levine (líder dos Maroon 5), Cee-Lo Green e Blake Shelton têm aquilo a que popularmente se chama “química”. Os jurados brincam, competem e provocam-se uns aos outros, mas sempre num tom divertido e TV friendly. As audiências superaram as expectativas e “The Voice” tornou-se o novo programa mais visto desta temporada televisiva nos EUA.
Em Portugal, o júri também já foi revelado:
Anjos
Hmmm… ok. Dentro da música pop comercial portuguesa são artistas sólidos e bem sucedidos.
Rui Reininho
Na opinião do Gigi, esta foi uma boa escolha. Bom músico e sem papas na língua, o líder dos GNR promete acrescentar o atrevimento necessário ao painel de jurados.
Mia Rose
Estava na dúvida se uma cantora tão jovem seria uma escolha acertada. Depois de descobrir que Mia Rose será uma das mentoras d’ “A Voz de Portugal”, foi inevitável pensar que Luísa Sobral ou Aurea também ficariam bem numa cadeira giratória. De qualquer forma, o Gigi aplaude esta aposta da CBV, a produtora do programa. Os novos talentos devem continuar a ser valorizados e a petite Mia tem uma voz tão sweet como ela.
Paulo Gonzo
Gostos não se discutem, mas como os meus fan(cy)s gostam de saber a opinião do Gigi aqui vai ela: o Paulo Gonzo dá-me sono. Tudo bem que o Paulito é um cantor que vende muitos discos e as suas músicas já são um must-have nas novelas da TVI. Mas ainda assim, preferia que em vez deste cantor a produção tivesse contratado o David Fonseca ou o Rui Veloso.
Com a Catarina-Fenomenal-Furtado a liderar as hostes, “A Voz de Portugal” parece estar a ir por um bom caminho. Resta agora à produção garantir a tal química entre os membros do júri. Mark Burnett, o produtor executivo da versão americana, deixou Aguilera, Green, Levine e Shelton à mercê do seu cartão de crédito, proporcionando-lhes um agradável – e dispendioso – jantar que durou até altas horas. Piet Hein, o que acha de seguir o exemplo?